O procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, decidiu criticar duramente a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a votação desta quarta-feira (11). A Corte decidiu por seis votos a cinco, que qualquer medida contra os parlamentares deverá ser analisada e confirmada pelo Congresso antes de ser aceita. Resumindo: a última palavra ficou nas mãos dos parlamentares e o Supremo deixou de ser Supremo.

Publicidade
Publicidade

Deltan não gostou dessa postura e viu um grande benefício para os parlamentares corruptos, que mesmo praticando crimes, estarão sob "suprema proteção".

Conforme publicações no Facebook do procurador, os parlamentares já tem o foro privilegiado como um benefício que os transformam em "especiais" frente à sociedade, eles são imunes às prisões e agora possuem o poder de decidir, entre eles, se as decisões da Corte não irão prejudicá-los.

Publicidade

Foi decepcionante para a sociedade a "postura trágica" da Corte.

A decisão também colabora com vereadores e deputados estaduais.

De acordo com Dallagnol, vale ressaltar a luta de alguns ministros que tentaram evitar ao máximo esse tipo de acontecimento triste para a sociedade. Entre os elogiados do procurador estão: Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

Cármen Lúcia

Deltan não mencionou o nome da presidente da Corte, Cármen Lúcia, em suas críticas, mas a "carapuça" também serviu para ela.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo

A ministra foi o voto de minerva e em nome de uma harmonia entre os Poderes, ela preferiu abandonar o clamor do povo. A decisão do STF abriu espaço para que o Senado revogue o afastamento do senador Aécio Neves. Na terça-feira (17), será discutido o destino de Aécio, no Senado.

Cármen Lúcia se tornou a peça central de toda essa confusão. Ela foi o voto de desempate para não criar atrito entre os Poderes.

Os ministros que votaram contra o aval do Legislativo foram: Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello.

Os que votaram para que o Legislativo tenha a ultima palavra sobre as punições contra os parlamentares foram os ministros: Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello.

Crise

Cármen Lúcia quis mostrar que estava ali apenas para conter a crise entre os Poderes.

Publicidade

A postura dela foi bem mais política do que técnica e teve o objetivo de colocar "panos quentes" na crise do Supremo com o Senado, conforme relatos da revista IstoÉ.

Foram 12 horas de votação e a parte mais polêmica foi o voto da ministram que surpreendeu muita gente.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo