Um dos mais respeitados procuradores da República e um dos principais integrantes da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, decano Carlos Fernando dos Santos Lima, resolveu e manifestar enfaticamente, a respeito do atual momento enfrentando pelo país, em se tratando da escalada de Corrupção em várias instituições do Estado brasileiro e também em relação à situação vivenciada pelo presidente da República, Michel Temer.

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O mandatário do país se depara no Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados, com uma segunda denúncia apresentada ao final do mandato do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Vale ressaltar que com o encerramento do mandato do ex-chefe do Ministério Público Federal, a sucessão foi assumida pela atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de uma ala contrária a Janot, escolhida por Temer, através da análise de uma lista tríplice de procuradores.

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Afirmações 'graves'

De acordo com palavras do procurador regional da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, a partir de Curitiba, sua análise sobre a afirmação do presidente Michel Temer, a respeito de uma suposta associação criminosa ao criticar duramente o Ministério Público Federal em rede nacional, seria algo classificado como extremamente grave. O procurador Carlos Fernando foi ainda mais longe ao afirmar que Temer teria perdido a visão de dignidade que o cargo exige dele, segundo o integrante da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

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Entretanto, esta não foi a única que vez que Carlos Fernando havia criticado abertamente o presidente da República. Em meados do mês de junho deste ano, logo após a apresentação da primeira denúncia contra o mandatário, apresentada pela Procuradoria-Geral da República, o membro do Ministério Público Federal chegou a afirmar que o presidente Michel Temer havia sido leviano ao atacar o ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

Ao defender o ex-procurador-geral, o decano Carlos Fernando afirmou dessa vez, que o que Rodrigo Janot fez teria sido a obrigação dele. Vale ressaltar que o presidente da República foi acusado, por meio desta segunda denúncia em tramitação no Congresso Nacional, pela prática de crimes relativos à obstrução de Justiça e organização criminosa, de acordo com a denúncia apresentada primeiramente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Na última terça-feira (03), Temer havia publicado uma postagem nas redes sociais, se defendendo das acusações apresentadas na segunda denúncia, ao afirmar que se trataria de mais uma denúncia inepta e sem sentido, proposta por uma associação criminosa que quis parar o país.

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