Um dos mais respeitados e destacados representantes do Ministério Público Federal e procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, se manifestou por meio das redes sociais, em relação às ásperas discussões e bate-boca protagonizado entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde desta quinta-feira (26).

O procurador Carlos Fernando é integrante da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, que é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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A Lava Jato é considerada a maior operação de combate à Corrupção na história contemporânea do país e uma das maiores operação em todo o mundo.

Membro da Lava Jato se posiciona

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, analisou toda a discussão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso e expressou sua opinião em seu perfil numa rede social.

O integrante do Ministério Público Federal e membro da Operação Lava Jato, explicitou, de modo contundente, seu apoio ao ministro Luís Roberto Barroso, um dos protagonistas da discussão entre ministros da mais alta Corte de Justiça do país. Carlos Fernando dos Santos Lima escreveu categoricamente, através de publicação na internet: "Muito bem dito, ministro Barroso". Não obstante, o procurador da República foi ainda mais longe, ao apontar de que lado está e assegurou: "já passou da hora de se colocar a verdade a vista de todos".

As desavenças entre os ministros Barroso e Mendes vieram à tona perante toda a sociedade, a partir de uma intensa 'troca de farpas' nesta quinta-feira (26). O ministro Gilmar Mendes teria insinuado que Luís Roberto Barroso era o responsável pela soltura do ex-ministro petista e ex-homem-forte do Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu.

As acusações de Mendes a Barroso aumentaram exponencialmente com o acirramento dos ânimos, principalmente, quando o magistrado afirmou que Barroso teria defendido bandidos internacionais, em alusão ao caso do italiano Cesare Battisti, condenado por assassinatos na Itália e que acabou ganhando status de refugiado no Brasil, quando durante um período, teve como advogado de defesa Luís Roberto Barroso, antes que o magistrado fosse nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal. Luís Roberto Barroso não deixou por menos e afirmou que Mendes estaria lhe transferindo uma parceria, em se tratando de "leniência em relação à criminalidade do colarinho branco".

As discussões entre os ministros se prosseguiram e apenas foram interrompidas, por parte da intervenção da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, que encerrou, ao final, a sessão sobre a extinção do Tribunal de Contas dos municípios do estado do Ceará.