A crise que permeia o cenário político nacional parece ter alcançando um novo patamar, após descoberta impressionante, em se tratando de desavenças e lutas pelo poder, principalmente, em relação ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e o presidente da República, Michel Temer. Na atual conjuntura, está prestes a ser analisada a segunda denúncia pelo Plenário da Câmara Federal ao ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República, durante o período em que teve como chefe do Ministério Público Federal, o ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

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Porém, o Palácio do Planalto já se mobiliza intensamente nos bastidores, para que na próxima quarta-feira (25), possa derrotar a votação contrária ao presidente Temer.

Entretanto, o custo poderá ser muito alto, já que há rumores de que o mandatário do país teria menos apoio de sua base aliada de sustentação, em relação à apresentação da primeira denúncia. Vale ressaltar que o presidente da República foi acusado pela prática de crimes relacionados à organização criminosa e obstrução de Justiça.

'Sabotagem' e disputa pelo poder

A divulgação de um vídeo com o depoimento do doleiro e delator Lúcio Funaro, veio como um "balde de água fria", nas pretensões da defesa do presidente Temer. Há, no entanto, um gesto político arrojado por trás disso. Trata-se da intenção de se amealhar mais poder em relação a quem teria arquitetado a divulgação desse depoimento, por meio do site oficial da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia. Embora ele tente negar as aparências e até mesmo, disfarçar todas as evidências, não conseguiria esconder o intuito de se alçar ao poder, já que Maia é o primeiro nome na linha sucessória para assumir o comando do país, numa eventual derrocada do presidente Temer.

Rodrigo Maia teria passado a lidar com uma possibilidade muito remota: o presidente Michel Temer ser derrotado em Plenário da Câmara dos Deputados, em votação na próxima quarta-feira (25), por uma totalidade de votos contrários que atinjam os 342. É algo extremamente difícil de se alcançar no atual momento político, porém, se isso vier a ocorrer, Rodrigo Maia assumiria a Presidência do país. Rodrigo Maia já expressou esse sonho politico a correligionários, ao afirmar que quem está na política e não pensarem presidir o Brasil, está no lugar errado.

Movido por esse objetivo, Rodrigo Maia teria tentado sabotar o Governo do presidente Michel Temer. Maia teria sido responsável por tornar público, através do site oficial da Câmara dos Deputados, os vídeos do acordo de colaboração premiada do doleiro Lúcio Funaro, em que foram feitas graves acusações dirigidas ao presidente da República. Tudo teria ocorrido, a partir de uma decisão de Maia na noite de terça-feira (29) de setembro, ao solicitar a um servidor da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que fossem disponibilizados os depoimentos em vídeo de Funaro.

Às 19h30 daquela noite, Maia emitiu a ordem e em uma hora, aproximadamente, todo o conteúdo bombástico contra Temer, já estava pronto para entrar no ar.