Nesta terça-feira (3), o senado deverá pôr em votação a decisão feita pela 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) que impôs o recolhimento noturno de Aécio Neves, do PSDB-MG, e seu afastamento do mandato parlamentar. Foi a pedido da Procuradoria Geral da República que Aécio Neves [VIDEO] foi afastado novamente na última semana. Em maio deste ano, após as acusações da de propina JBS, ele também foi afastado, mas em junho retomou o mandato.

Após alguns dias do afastamento, foi aprovado pelo plenário do Senado, um requerimento de imediato, apresentado pelo Paulo Bauer, que é líder do PSDB, Para incluir a decisão tomada pelo STF.

A maioria dos líderes partidários também assinou a pauta de votações da casa.

Dessa forma, o Senado irá pensar sobre o afastamento. De acordo com a Secretaria Geral do Senado, se a definição feita pelo Supremo for desfeita, Aécio retomará as suas atividades parlamentares normalmente.

Com base nas acusações dos executivos da J&F, dona da JBS, a Procuradoria Geral da República alega que o senador praticou delitos como obstrução da Justiça e corrupção passiva por receber R$ 2 milhões da empresa e atuou no Senado, juntamente do Executivo, para atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Em sua defesa, Aécio diz ser inocente e que está sendo vítima de uma armação contra ele. O julgamento está marcado para a próxima semana, dia 11. As decisões feitas pelos ministros da 1ª Turma, em uma análise do caso, foram que Aécio fosse afastado do mandato parlamentar, proibido o contato dele com investigadores do caso, entrega do passaporte e o recolhimento domiciliar noturno.

Paulo Bauer, líder do PSDB, foi o responsável por apresentar este pedido ao Senado para análise da decisão do STF. Segundo o Artigo 53 da Constituição, os integrantes do Congresso Nacional não podem ser presos, a não ser que seja em flagrante com crime inafiançável. Com isso, os autos devem ser enviados em 24 horas à Casa respectiva, para que o voto da maioria, do Senado [VIDEO] ou da Câmara, decida a prisão.

Entretanto, o recolhimento domiciliar é diferente da medida de prisão. Com isso, este assunto gerou um grande desacordo entre membros do jurídico e político na última semana.

De acordo com a Secretaria Geral do Senado, a votação estará disponível e todos os votos dos senadores serão públicos. As medidas estabelecidas contra Aécio serão votadas em conjunto. Pra o afastamento dele ser suspenso, pelo menos 41 senadores devem votar contra o a decisão do STF.