Nesta segunda-feira (02) o juiz federal Sérgio Moro afirmou que o trabalho da Operação Lava Jato em Curitiba está muito próximo de chegar ao fim, no entanto, ele garantiu que o movimento anticorrupção que tomou conta do país seguirá por outros caminhos, e que esse trabalho tomou outras formas.

Segundo o magistrado, os processos que estão em Curitiba referentes às pessoas que se aproveitaram de contratos da Petrobras já foram processados, o que o faz crer que tudo já está caminhando para a fase final.

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Mas que esse rótulo que ficou popularmente conhecido por Lava Jato existe e faz parte de um grande movimento anticorrupção .

A palestra de Sérgio Moro foi concedida em São Paulo, no hotel Fasano durante uma cerimônia de homenagem conferida a ele, no qual, foi entregue a Moro um título elaborado pela Universidade Notre Dame, dos Estados Unidos.

Um prêmio que também já foi concedido a Madre Teresa de Calcutá. Moro discursou duas vezes, um em português para os brasileiros presentes e outro em inglês para os estrangeiros presentes no local.

Data final da Lava Jato e cansaço de Moro

Questionado sobre a data final que será encerrado os trabalhos da Operação Lava Jato em Curitiba, Sérgio Moro não quis especificar o dia em que a força-tarefa terá seu trabalho encerrado. Sobre essa questão, ele afirmou que boa parte do trabalho já foi feito, mas que não significa que ainda não exista mais trabalho a ser feito.

Sobre a eventual possibilidade de envios dos trabalhos faltantes para outro juiz, Moro não quis afirmar que isso será feito, apesar de admitir estar cansado.

“Estou cansado, foi um trabalho duro, mas não há previsão concreta de tirar o processo da Lava Jato da vara”, afirmou.

Ditadura e corrupção

Sérgio Moro comentou sobre o período ditatorial no país e que esse período foi um erro para o país e que o posterior processo que culminou na democracia acarretou nos problemas que assolam o país hoje, como o abuso de poder político e como consequência, a Corrupção.

Sobre o processo de combate [VIDEO] à corrupção instaurado no país, ele disse que tudo foi iniciado com o Mensalão e que a partir daí o povo e as instituições levaram um choque de realidade que fortaleceu e muito o combate a corrupção sistêmica. Para ele, a era dos “barões ladrões” chegou ao fim no país.

Questionado sobre sua eventual candidatura para a presidência da República, Moro mais uma vez foi enfático e disse que seu futuro é como magistrado e que as pessoas estão perdendo tempo fazendo pesquisa, como fez o Datafolha, colocando ele como possível candidato ao lado de Lula.