O Supremo Tribunal Federal (STF) tem em mãos uma importante decisão a realizar envolvendo a empreiteira Odebrecht e a ex-procuradora-Geral da República da Venezuela, Luisa Ortega Díaz. Nesta última quinta-feira, 19 de outubro, a venezuelana concedeu uma entrevista para o portal "Estadão" e enfatizou que a Odebrecht fez de tudo para esconder informações de caráter público na Venezuela, auxiliando crimes de Corrupção praticados no governo do ditador Nícolas Maduro.

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A ex-procuradora utilizou sua conta oficial da rede social "Twitter" para divulgar um vídeo da delação premiada do executivo Euzenando Azevedo e com isso ela começou a "ameaçar" a empreiteira dizendo que publicaria uma série de provas para mostrar a ação ilegal da empresa em seu país. A delação de Euzenando declarou um pagamento de US$ 35 milhões para a campanha do ditador venezuelano.

No entanto, a Odebrecht entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal para que a ex-procuradora seja impedida de apresentar tais dados e que ainda devolva para a Justiça informações criteriosas e segredos que estão sob o seu controle.

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Não é a primeira vez que a Odebrecht "pede ajuda" ao STF, a empreiteira já tinha entrado com uma ação para investigação sobre vazamentos de delação premiada internacional.

A justificativa da empresa é de que os vazamentos podem atrapalhar as investigações, colocando em risco os empresários que assumiram o acordo e também a própria empreiteira que pode se tornar uma "vítima de represálias" em países em se que constataram atos ilícitos de corrupção.

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Corrupção

A Odebrecht e a Procuradoria Geral da República assinaram um documento enfatizando que o prazo de sigilo da delação premiada seria de 6 meses. No entanto, o ministro do Supremo, Edson Fachin, prolongou esta data. Mesmo assim, a Odebrecht argumenta que deve-se realizar medidas mais incisivas a pessoas que estão vazando as delações.

Além da ex-procuradora ameaçar divulgar importantes dados da empresa, a imprensa também divulga conteúdos que estariam sob sigilo, como documentos.

A Odebrecht quer que a Procuradoria Geral da República se manisfeste sobre os vazamentos. As delações ocorreram na época em que Rodrigo Janot assumia procuradoria. Caso o STF dê continuidade ao caso, o manifesto será realizado pela atual procuradora, Raquel Dodge.

Veja a seguir do vídeo da delação do executivo, que Luisa Ortega Díaz publicou no Twitter.

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