Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por organização criminosa e obstrução da Justiça, o presidente Michel Temer enfrenta uma decisão na Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira, 25, quando o plenário da Casa votará o processo. Nos dias que antecedem a votação, a equipe governista capricha na articulação.

Assim como já fizera na primeira denúncia da PGR, que foi barrada pela Câmara, Temer está exonerando ministros que têm mandato na Câmara para que estes possam reforçaram a votação a seu favor. Nesta sexta-feira, 20, Temer exonerou oito ministros - no total, 9 estão fora de suas pastas para "ajudar" o presidente.

Nesta nova denúncia, a PGR aponta que Temer [VIDEO] e o principal núcleo do governo atuou em estatais e ministérios para obterem recursos de maneira ilícita. Para o órgão, o presidente da República pode ser considerado o "chefe da organização criminosa".

A defesa do presidente tem negado veementemente as acusações e fala ainda em "libelo contra a democracia". Na quarta, Temer obteve uma importante vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que, por 39 votos a 26, recomendou a rejeição da denúncia ao votar no parecer do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG).