O presidente da República Michel Temer se envolveu em mais um escândalo após notar que gravações da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro foram vazadas. O advogado Eduardo Carnelós representou Temer nessa ocasião desconfortante e comentou os efeitos de um criminoso vazamento. Michel Temer ficou, neste último sábado (14), isolado no Palácio do Jaburu.

Eduardo Carnelós rebateu as críticas [VIDEO] e disse que as denúncias feitas por Funaro seriam vazias e sem fundamento.

Não perca as atualizações mais recentes Siga o Canal Governo

Para o Governo, o vazamento do vídeo foi feito por alguém que quer estabelecer a instabilidade política no Brasil. O depoimento de Lúcio Funaro aconteceu no final de agosto deste ano e evidenciou que o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, recebia propinas e repassava para Michel Temer.

O Palácio do Planalto foi enfático e disse que Temer não participava do mesmo "jogo" de Cunha. A defesa também sinalizou que o próprio Cunha já teria desmentido essas acusações contra o presidente.

Defesa se contradiz

A defesa de Temer diz que houve um vazamento do depoimento prejudicando o presidente. No entanto, os vídeos da delação premiada do doleiro foram disponibilizados pelo site oficial da Câmara dos Deputados e continuam aberto ao público. Com isso, não seria possível dizer que houve um "vazamento" ou a tentativa de alguém prejudicar o presidente.

Nesta última sexta-feira, 13 e outubro, o site do jornal Folha de S.Paulo disponibilizou trechos da delação que incriminam o presidente. O jornal evidenciou um trecho em que Funaro contou o motivo de ter visitado um amigo de Temer, o ex-assessor e advogado José Yunes.

Funaro disse que o motivo da visita seria para pegar cerca de R$ 1 milhão que seriam entregues para o ex-ministro e atual preso, Geddel Vieira Lima, em Salvador, Bahia.

Além disso, o peemedebista Eduardo Cunha teria um banco para os corruptos, ele liderava um esquema de Corrupção assombroso e entrega dinheiro de propina a políticos. Uma outra pessoa também envolvida foi Gabriel Chalita, Michel Temer teria ajudado Chalita a se eleger como prefeito da cidade de São Paulo em 2012. O presidente bancava alguns custos como por exemplo, empréstimo de um helicóptero pessoal e pagamentos de propina.

Os vídeos da delação de Funaro foram entregues pelo Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] para a Câmara dos Deputados que disponibilizou no site oficial no dia 29 de setembro. O advogado de Temer enfatizou que as autoridades devem respeitar o ordenamento jurídico e deixar o material em perfeito sigilo.

A gravação faz parte da segunda denúncia apresentada contra o presidente. Temer é acusado de crimes de corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa.