Um tema polêmico tem causado um grande desconforto [VIDEO] dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ministros estão divididos. A ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte, está sendo pressionada por outros ministros para colocar em pauta uma revisão sobre a possibilidade de prisão após a condenação em segunda instância.

O Governo do presidente Michel Temer defende que seja revista essa decisão e torce para um novo entendimento dos ministros. Apenas para ressaltar, foi decidido em uma votação apertada, no ano passado, que os suspeitos já poderiam cumprir as sua sentenças, antes mesmo de se esgotarem todos os recursos da defesa.

O juiz federal Sérgio Moro e integrantes do Ministério Público Federal (MPF) defendem que a prisão já deve ser declarada para evitar que criminosos se aproveitem da liberdade e destruam provas importantes das investigações ou acabem até mesmo fugindo do país. Em vários discursos, Moro defendeu essa decisão e disse que um novo entendimento da Corte poderá trazer sérios problemas às investigações, desestimulando, inclusive, as delações premiadas.

General

O general de brigada do Exército brasileiro Paulo Chagas [VIDEO] decidiu se pronunciar sobre o que está vendo e fez um alerta para o povo. Defendendo os mesmos ideais que Sérgio Moro, o general criticou a aplicação exagerada do princípio da presunção da inocência manifestado pela AGU (Advocacia-Geral da República), que na visão dele, só tem o objetivo de favorecer políticos corruptos mantendo-os no poder.

De acordo com Chagas, as pessoas precisam se movimentar e lutar para que o STF não mude o seu entendimento sobre a prisão após a condenação em segunda instância. O general deixou bem claro que se houver essa mudança, o Brasil será o país da impunidade.

Manifestação

A AGU se baseia no artigo 5° - LVII da Constituição, que fala sobre o princípio da presunção da inocência, onde segundo a Advocacia Geral, o suspeito só deve ser preso após ele não ter mais provas a seu favor para julgamentos.

A nova votação poderá ocorrer em breve. O ministro Alexandre de Moraes, que entrou em lugar de Teori Zavaschi, morto em janeiro, foi indicado por Temer e deve tomar uma decisão a favor daquilo que o presidente defende.

Gilmar Mendes também afirmou que mudaria seu voto e que apoiava os suspeitos em liberdade até uma comprovação mais certa dos seu erros, ou seja, até o final de todos os recursos do julgamento.

A Justiça brasileira é muito lenta e caso for alterado a medida pela Corte, muitos corruptos terão a vida inteira pela frente para evitarem a cadeia.