Nesta sexta-feira (20), o Hospital Sírio-Libanês recebeu uma notificação do juiz federal Sérgio Moro [VIDEO] para que apurasse novamente se existe algum registro de entrada, no local, do compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Roberto Teixeira, no segundo semestre de 2015.

A administração negou que houvesse qualquer registro de entrada do advogado nesse período. É a segunda vez que o hospital afirma não ter encontrado nada. Moro está tentando esclarecer uma contradição que envolve o processo de Lula.

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As investigações envolvem o pagamento de aluguéis de um apartamento vizinho do petista, em São Bernardo do Campo.

O empresário Glaucos da Costamarques afirmou que foi procurado por Teixeira para que assinasse uns recibos de aluguéis, enquanto estava internado no hospital.

Conforme a denúncia, Costamarques adquiriu o imóvel em 2011 e firmou um contrato fictício com a ex-primeira-dama, Marisa Letícia, que faleceu no começo do ano. Os procuradores da República afirmam que o empresário comprou o apartamento com propina da Odebrecht e tinha como objetivo beneficiar Lula. No caso, ele seria um "laranja" no esquema fraudulento.

Defesa

Para provar à Justiça a comprovação dos aluguéis, a defesa de Lula apresentou vários recibos assinados. Porém, o Ministério Público Federal (MPF) alega que esses documentos são falsos e teriam sido produzidos para dar uma cara de que tudo ocorreu normalmente.

A defesa de Glaucos Costamarques pediu a Moro que exigisse do hospital, onde o empresário estava internado, um relatório de todas as visitas. Os advogados do empresário afirmaram que Roberto Teixeira esteve no local e pediu para o seu cliente assinar vários recibos de aluguéis, tudo de uma só vez.

O que causa estranheza nisso tudo, é que o hospital Sírio-Libanês não consegue encontrar vestígios da entrada do compadre de Lula, Roberto Teixeira, mas, o empresário Glauco Costamarques afirma que foi Teixeira o responsável em ir até lá levar a ele os recibos para a assinatura.

Ligações

Outro fato que está causando intriga para os investigadores, é que mesmo o hospital não confirmando as visitas de Teixeira, foram encontradas várias ligações telefônicas entre os dois. Para o MPF, isso prova a relação de Teixeira com o empresário, para que os recibos fossem assinados.

Segundo o MPF, os dois se falaram pelo telefone por 12 vezes durante a internação de Costamarques. Ninguém consegue explicar o fato de não se encontrar registro da entrada do advogado no hospital. Essa "visita misteriosa" ainda precisa ser desvendada pela Justiça.

A Lava Jato [VIDEO]afirma que Lula nunca pagou pelo aluguel do imóvel.