O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato no âmbito de Curitiba, Paraná, tem como um homem de confiança, o procurador e forte atuante na Lava Jato, Januário Paludo. A Lava Jato [VIDEO] é a investigação "peça-chave" que desvendou diversos crimes atribuídos ao ex-presidente e réu em vários processos, Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, há uma "briga" entre a defesa de Lula, que afirma que Moro age de forma parcial na conduta dos processos e que o juiz faz uma espécie de "perseguição política" contra o ex-presidente. Por outro lado, o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal e Sérgio Moro sinalizam que estão focando em um forte trabalho anti-corrupção.

Por Moro ter o procurador Paludo como um "homem de confiança", o juiz resolveu fazer um pedido: que o procurador se posicionasse sobre o bloqueio de bens de Lula e de sua ex-mulher falecida, Marisa Letícia.

Resposta de Januário Paludo

O procurador da Lava Jato afirmou antecipadamente, pois o processo ainda não foi concluído, de forma polêmica, que Lula e Marisa Letícia se beneficiaram de recursos ilícitos envolvendo um triplex no litoral de São Paulo, Guarujá. Na semana passada, o documento de Paludo foi enviado pelo MPF até a Justiça. Nos meios de comunicação, Paludo é uma pessoa que passa "despercebida", porém ao olhar seu histórico na atuação da Lava Jato, eles é um dos mais antigos e fiéis colaboradores.

Para justificar sua postura perante o bloqueio de bens de Lula, Paludo foi enfático dizendo que o objetivo é garantir a reparação dos danos na sociedade [VIDEO], referente a uma prática praticada em conjunto - Lula e Marisa Letícia foram cúmplices - em benefício um do outro, compactuando com uma atividade criminosa.

A defesa de Lula chegou a contestar o bloqueio de bens na segunda instância, o caso chegou até o desembargador João Pedro Gebran Neto, que negou rapidamente o pedido, mantendo a decisão de Sérgio Moro.

Em 2015, é possível notar uma publicação do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, parabenizando Januário Paludo pela sua "técnica" atribuída nas investigações. Para quem não sabe, Paludo foi um dos "fundadores" do processo de delação premiada no Brasil.

Januário Paludo já participou de processos envolvendo o "Banestado" e está na Justiça ao lado de Moro desde 2003. Ao seu lado, encontram-se nos trabalhos o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e Orlando Martello Júnior. A equipe de Sérgio Moro é conhecida como "de ferro" pela forte atuação em investigações anti-corrupção no Brasil.