Na última segunda-feira (6), o Juiz Federal Sérgio Moro, responsável pelos processo da Operação Lava Jato no estado Paraná, decidiu que a perícia dos sistemas Drousys e My Web Day, que foram usados pela Odebrecht no gerenciamento de repasses de propinas, não será acompanhada pela defesa técnica dos réus em um processo em que o ex-presidente Lula está respondendo.

Essa restrição está valendo também para assistência técnica do Ministério Público Federal (MPF), que não se manifestou ainda sobre a decisão de Sérgio Moro.

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Essa decisão foi para responder ao pedido feito pela defesa de Lula na última quarta-feira (01).

No pedido feito pela defesa do ex-presidente Lula a Sérgio Moro [VIDEO], questionavam a atitude da Policia Federal por ter concedido a permissão para os assistentes técnicos das defesas de ter acesso aos sistemas operacional da Odebrecht só depois que a perícia já estivesse e concluído o laudo pericial.

Segundo os advogados de Lula, Sérgio Moro deveria deixar claro para PF que os assistentes que foram indicados pela defesa têm o direito de acompanhar todos os trabalhos periciais realizados referentes ao processo envolvendo o ex-presidente Lula pelo Setor Técnico-Científico do Departamento da Polícia Federal.

Segundo Moro, a defesa não só poderá acompanhar as perícias, como terá acesso a todo material ao sistema Drousys e My Web Day depois que forem examinados pela PF. Moro disse também que não vislumbrava qualquer problema sobre o procedimento usado pela PF, e não cabia a ele decidir como deveriam ser feitos os procedimentos técnicos realizados pela PF.

Moro acredita que o procedimento não viola a ampla defesa. No final, acabou concordando com a exceção aberta pela PF sobre o acompanhamento da perícia pelos assistentes técnicos indicados pela Odebrecht, já que o trabalho dos peritos irá colaborar de forma significativa no processo.

Após ter seu pedido de acesso à perícia do sistema Drousys e My Web Day negado, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula [VIDEO] da Silva (PT) enviou uma carta de reclamação para o Juiz Federal Sérgio Moro. O documento enviado para Moro foi assinado pelo advogado Cristiano Zanin.

No documento, a defesa do ex-presidente Lula alega que Moro concedeu apenas para Odebrecht o direito de acompanhamento da perícia do sistema encontrado nos computadores da empresa. Zanin acusa Moro de violação do direito de ampla defesa de Lula.