Depois da atenção dispensada para o cuidado do seu sistema urinário no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o presidente Michel Temer retornou a Brasília nesta quarta-feira, 1º de novembro, levando na bagagem mais uma delação. Dessa vez, o operador de mercado Financeiro, Lúcio Funaro, que prestou depoimento, nesta terça-feira (31), sobre irregularidades no Fundo de Investimentos (FI) do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), afirma que Michel Temer recebeu dinheiro de propina, em 2010.

Cunha e Moreira Franco seriam coordenadores desse esquema na CEF

Funaro afirma também que Temer sabia do esquema montado para desviar recursos financeiros da Caixa Econômica Federal (CEF).

Pelo relato do ativista financeiro, a ação foi coordenada por Eduardo Cunha – que, acusado na Lava Jato, está preso no Complexo Médico-Penal, na região Metropolitana de Curitiba – e o atual Secretário-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, à época, presidente da instituição.

Lúcio Funaro alterna valores ao elencar destinatários da propina

Funaro também fez contas durante o seu depoimento. Segundo ele, que alternou valores em alguns momentos ao dar tal informação ao juiz Vallisney Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, Eduardo Cunha teria ficado com R$1 milhão ou R$2 milhões; R$2,5 milhões teriam sido destinados ao Presidente Michel Temer, segundo Funaro, então candidato à vice-presidência.

Outro valor, que ele acredita ser de R$1 milhão ou R$1,5 milhão, seria para o deputado Cândido Vacarezza, que era líder do PT.

Políticos fazem visitas a Temer e IBGE divulga balanço de desemprego

Enquanto repousava em sua casa, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, após cirurgia urológica realizada no Hospital Sírio Libanês, o peemedebista foi visitado por vários políticos. Temer também ainda comemora a divulgação dos números apontando queda no nível de desempregados.

Pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupados do trimestre fechado no último mês de setembro ficou em 12,4% com recuo de 0,6% ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Com isso, o número de desempregados cai para 13 mil. Enquanto isso, o parâmetro que abaixa este nível encontra apoio na informalidade, ou seja, trabalhadores sem carteira assinada.