Muitos cidadãos brasileiros se dizem preocupados com o rumo que o país anda tendo, seja na governabilidade, seja na instabilidade econômica e política que destrói o poder de compra e aumenta ainda mais a inflação. Se pode dizer também que a questão da segurança pública (pautada tantas vezes e sem solução) é uma preocupação, que pode levar ao abandono e ao caos social. Por tudo isso, alguns desses brasileiros pedem que o Exército intervenha para dar ordem ao país e muito mais estabilidade.

O comando do Exército fez uma reunião na quarta-feira passada (1º), onde foi discutida a preocupação que os militares estão tendo ao rumo político do país.

Segundo a ata, que o jornal Folha de S. Paulo [VIDEO] teve acesso, está a falta de tranquilidade que o rumo político está tomando e como o país pode estar mergulhado em uma instabilidade em todos os níveis. Essa intranquilidade também reflete na área econômica, que vai ter grande reflexo em 2018.

Segundo as informações, o grande comando militar também descarta alguma possibilidade de uma intervenção militar. Segundo os militares, cada um dos brasileiros deve observar rigorosamente o que diz a Constituição federal [VIDEO]. É preciso ainda que o Brasil seja construído cada vez mais com um ambiente de tranquilidade necessária para continuar se esforçando para superar as dificuldades econômicas, o que é essencial para a defesa da soberania e aos interesses comuns entre toda a população e para também se ter um processo eleitoral tranquilo no ano que vem.

Vale lembrar que o Conselho de Defesa é uma integração com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, mais os comandantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e do Estado-Maior, que é um conjunto das Forças Armadas do Brasil. Foi criado no ano de 1999 e tem a função de fazer uma assessoria ao presidente no que cabe ou não o emprego de meios das forças militares.

Esse documento é uma resposta ao que, há um mês, falou o general Antônio Hamilton Mourão, que é secretário das Finanças do Exército, que ganhou destaque na imprensa em todo o país e mundialmente. Na fala do general, ele disse que uma intervenção das Forças Armadas poderia acontecer, se o Poder Judiciário não desse uma solução ao problema político que está acontecendo.

A reunião do Conselho de Defesa acontece em cada dois meses e serve para fazer alguns ajustes e padronizar as posições das Forças Armadas, assim tendo menos falhas quanto a comunicação. Segundo algumas autoridades bem próximas ao grupo em questão, o texto demonstra uma grande preocupação com o governo do país e com uma certa falta de harmonia entre os Poderes.

Em uma avaliação do comando, o país ainda corre o risco de ter uma “explosão” na economia, sem nenhuma reforma importante, e que políticos só estão se preocupando com as próximas eleições, o que traz a desestabilidade ao Brasil.