Nesta próxima segunda-feira, 6 de novembro, advogados de defesa de vários políticos envolvidos em crimes de Corrupção irão se reunir para criar um instituto que os ajude contra o que eles chamam de abuso nas investigações da Operação Lava Jato. [VIDEO] Entre os advogados, estão o defensor do ex-presidente e réu Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, o advogado conhecido como "Kakay", Antonio Carlos de Almeida Castro, que é defensor dos donos da empresa JBS, Joesley e Wesley Batista.

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Além dos citados estarão presentes advogados do senador Aécio Neves, da ex-presidente Dilma Rousseff, do petista José Dirceu, do marqueteiro João Santana e do ex-ministro Guido Mantega.

A conversa entre os advogados começou através de um grupo criado no aplicativo WhatsApp"intitulado de "Prerrogativas". O objetivo dos advogados é reagir contra investigadores da Lava Jato, os defensores consideraram que foram feitos ataques infringindo garantias legais da lei que asseguram a defesa dos clientes.

Um fato marcante se tornou peça-chave para que os advogados sugerissem a criação do instituto. Em fevereiro e março de 2016, a força-tarefa da Operação Lava Jato acabou interceptando telefones do escritório de Cristiano Zanin, a autorização foi dada pelo juiz federal Sérgio Moro. No entanto, Moro já se justificou dizendo que ocorreu um erro, pois o telefone foi considerado como sendo da empresa de palestras do ex-presidente Lula [VIDEO]. Notando o discórdia, o juiz garantiu que as conversas sigilosas entre Zanin e seu cliente não foram utilizadas nos âmbitos da investigações.

Após esse episódio, advogados resolveram que a criação do instituto iria lhe assegurar direitos que a própria Ordem Nacional dos Advogados (OAB) teria dado "pouca importância". Os defensores mostraram-se decepcionados com a atuação da OAB.

Segundo o advogado Kakay, é preciso reagir às investigações da Lava Jato. A tentativa poderia ser vista como uma cruzada à Lava Jato, no entanto, os defensores explicaram que o objetivo não é esse, mas garantir efeitos nocivos de operações midiáticas.

Em 2014, foi escrito um manifesto para o Instituto de Advogados de São Paulo. Eles citam que o Ministério Público Federal (MPF) é um protagonista das investigações, mas eles querem que procuradores respeitem as leis. Um dos comentários foi de que seria incompreensível submeterem seus clientes à prisão como uma meio de conseguirem fazer acordos de delação premiada.