O pedido de revisão sobre a decisão do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula [VIDEO] da Silva (PT [VIDEO]) foi negado pelo Supremo tribunal de Justiça (STJ). Segundo o TRF4, o Juiz Federal Sérgio Moro, não apresenta nenhuma suspeita que venha impedi-lo de julgar o processo envolvendo o ex-presidente Lula e continuará julgando o caso até que seja resolvido.

O pedido de afastamento foi feito logo após que o ex-presidente foi julgado e condenado por Sérgio Moro, a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No caso envolvia um apartamento triplex que ficava localizado no Guarujá em São Paulo.

No último dia 8 foi publicada pelo STJ a decisão de rejeição do ministro Felix Fischer sobre a Agravo em Recurso Especial solicitado pela defesa do ex-presidente, que fez o pedido de reavaliação sobre a decisão do Tribunal da Operação Lava Jato.

Pedido já havia sido feito em setembro pela defesa de Lula

Este pedido de afastamento do Juiz Federal Sérgio Moro sobre os processos envolvendo o ex-presidente Lula foi enviado pela defesa de Lula para a Oitava Turma do Tribunal Regional da Quarta Região (TRF4) ainda no mês de setembro. Na época em que foi feito o pedido o advogado Cristiano Zanin alegava que Sérgio Moro se mostrava muito parcial e que isso foi revelado por Moro na sucessão de seus atos públicos desnecessariamente gravosos que foram praticados contra Lula durante o interrogatório.

O advogado ressaltou alguns dos atos cometidos por Moro contra Lula, entre eles está a condução coercitiva, a busca e apreensão de Lula em sua residência e também em empresas da família e por divulgar interceptações telefônicas consideradas ilegais perante a Lei.

Segundo a defesa de Lula, Moro estava quebrando a ética moral, pois estava agindo com deboches e ironias e fazendo da Operação Lava Jato um show de espetáculos e não levando a sério como deveria.

O desembargador federal e relator da Lava Jato no Tribunal, João Pedro Gebran Neto, disse que os motivos do pedido para suspeição de Moro sobre os processos já foram feitos em outras ocasiões e que esse novo pedido só repetia o que já havia sido apresentado pela defesa e por não apresentar suspeita que realmente cause o afastamento de Moro o pedido foi negado.

Sobre a espetacularização, que são efeitos quais foram provocados na opinião das pessoas e que foi alegado pela defesa de Lula, o desembargador disse que são apenas fatores eternos e que não estão diretamente ligados à situação do magistrado. Essas pessoas falam com o direito constitucional á liberdade de expressão assegurados a todos os cidadãos.