Depois de ter causado muitas polêmicas ao querer acumular Salários e dizer que sua situação se assemelhava a um trabalho escravo, Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos e também desembargadora aposentada, acabou desistindo da ideia de receber dois salários.

Em seu cargo de ministra, Luislinda recebe [VIDEO] o valor de R$ 33.700,00. Seu salário se equipara ao de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Mas como ela tem direito à aposentadoria do cargo de desembargadora no valor de R$ 30.471,10, ela recebe somente o valor de R$ 3.292,00, por conta do teto salarial do servidor federal, que não pode ultrapassar R$ 35.000,00.

Não perca as atualizações mais recentes Siga o Canal Governo

A ministra queria acumular salários de desembargadora e ministra juntos, chegando a um total de R$ 61.000,00 ultrapassando quase R$ 26.000,00 do teto salarial de funcionário federal.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, na quinta-feira (2), seu requerimento para acúmulo de salário foi alvo de uma grande repercussão negativa [VIDEO], e no mesmo dia, a assessoria do Ministério de Recursos Humanos teria dito que houve, por parte da ministra, a desistência do pedido.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o documento feito por Luislinda e possuía um total de 207 páginas. A ministra assemelhava sua situação salarial com trabalho escravo.

Na mesma quinta-feira (02), o jornal também fez uma entrevista com a ministra.

Ela mencionou que trabalha de 12 a 14 horas por dia e que mora em Brasília, longe da família; que tem que pagar dívidas condominiais e se vestir dignamente por conta de suas funções no trabalho, além de ter sempre que estar maquiada e sempre bem representada.

Ela também falou que não se arrepende de ter assemelhado sua situação com trabalho escravo: “Quem trabalha e não recebe é escravo”, disse ela.

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, que é moradora de Salvador, também comentou que precisava manter seus imóveis na capital baiana e pagar um condomínio em seu apartamento funcional onde mora em Brasília, no valor de quase R$ 1.600,00.

Com isso, disse que seria um direito dela exigir seu aumento salarial, mas que continuaria no cargo se não conseguisse esse aumento.

Em sua entrevista, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda, ainda disse que se desculpava, mas que no país existia tanta coisa para se fazer e as pessoas ficavam se apegando a coisas miúdas.

Segundo informações fornecidas pelo Jornal Estadão, Luislinda foi avisada por interlocutores do PSDB que ela poderá perder seu cargo se voltar a falar sobre o assunto e a bancada gostaria que ela pedisse desculpas pelo fato ocorrido.