A ex-presidente Dilma Rousseff [VIDEO] deu uma entrevista ao site alemão DW (Deutsche Welle), em Berlim, capital da Alemanha, onde comentou vários assuntos de extrema relevância. Na entrevista, ela disse que o Brasil deve se encontrar como nação e o PT ainda tem relevância, não só para o pais, mas para uma renovação política nacional. Defendeu uma política mais voltada ao esquecimento daquilo que aconteceu, no caso, seu impeachment, e fala de possíveis alianças políticas.

Em viagem e buscando tranquilidade, Dilma ainda é enfática e diz que foi vítima de um “golpe”, mas, ao mesmo tempo, seria hora de perdoar aquelas pessoas que bateram panela para tirá-la do governo.

Não vê nenhum empecilho do seu partido ter alianças políticas com pessoas como o senador Renan Calheiros, que é do PMDB. Para ela, o senador não participou no que ela chamou de “golpe”. Mesmo a jornalista que a entrevistou dizendo que Renan votou favorável ao impeachment, Dilma, negou que ele fosse um dos que conspiraram contra ela.

No lado pessoal, Dilma disse tentar manter os exercícios físicos diários, que são muito importantes. Afirmou ainda que está mais com a família e que o melhor de ser avó é estragar o neto e depois entregá-lo para a mãe. Ela não descartou a possibilidade de concorrer a algum cargo público. Mesmo se negasse, afirmou, iria se contradizer se concorresse a algum.

A ex-presidente disse ainda que a derrocada do golpe que sofreu tem três fases distintas. Primeiro, foi aprovar o impeachment para tirá-la do governo.

A segunda fase é o estrago que os mesmos partidos fizeram ao país entrar na crise, fazendo emendas como a de congelar os gastos para educação e saúde. Ou a tão polêmica reforma trabalhista, que, segundo a ex-presidente, o Brasil saiu a pouca da escravatura e não pode tolerar uma medida dessas.

Ela cita ainda a venda indiscriminada do patrimônio público, o que, afirma, não poderia acontecer. A terceira fase do golpe e a última delas é invalidar por completo a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixando-o ilegível para 2018, além de vender as reservas do pré-sal para a iniciativa estrangeira.

Dilma continuou a entrevista dizendo que se tem percebido muito bem a perseguição a Lula. Para ela, as pesquisas mostram que os olhares estão muito mais voltados a aumentar a aceitação de Lula e o povo vai perceber e está já percebendo que o Lula foi o melhor presidente do Brasil.

Sua esperança, disse, é que Lula volte para a governar o Brasil. Para Dilma, na época que sofreu impeachment, os adversários políticos e os canais da mídia colocaram uma rejeição a Lula e ao PT em um patamar elevado. Ainda, Dilma reiterou na entrevista que eles pensam que o povo é ignorante, mas a população não é ignorante e vai dar a volta por cima.