A procuradora [VIDEO]-geral da República, Raquel Dodge, enviou uma nota para o Supremo Tribunal Federal (STF) manifestando sua opinião sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes [VIDEO] sobre a transferência do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

A procuradora defendeu a transferência de Cabral para o presídio Federal. Segundo a procuradora, o ex-governador Cabral desempenha o papel de um líder de organização criminosa. A chefe do Ministério Público Federal (MPF) desconfia que Cabral esteja tendo um tratamento diferenciado e privilegiado na prisão em que está.

A transferência foi determinada pelo Juiz Federal da Justiça do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, e teve total apoio do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2), além do apoio também do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Mas gilmar mendes acabou suspendendo a transferência, pois achou que não tinha necessidade de transferir Cabral.

Argumentos usados pela procuradora Dodge.

No intuito de evitar que Sérgio Cabral continue exercendo sua função de líder de organização criminosa, através da força política e também por meio de influência no estado do Rio de Janeiro, é solicitado ao magistrado que seja feita a transferência do ex-governador Cabral para uma penitenciaria federal que fique fora do RJ, onde o aparato institucional da segurança local impedirá que Cabral receba tratamentos diferenciado e privilégios ilegais.

Segundo Dodge, a Corte Suprema tem muita firmeza em autorizar essa transferência do ex-governador Cabral para outro presídio federal que não seja no RJ, pois o ex-governador apresenta uma grande propensão para continuar cometendo delitos.

Segundo Dodge, após Cabral fazer citações sobre o ramo de atividade em que a família do juiz Marcelo Bretas trabalha, o ex-governador acabou deixando um ar de ameaça.

Para a procuradora, a atitude de Cabral contra Bretas durante o interrogatório apresentou indícios de ameaça, pois foi mencionado pelo presidiário informações sobre a família do juiz. Possivelmente,essas informações foram obtidas por Cabral depois que ele estava preso, dando indícios de que o ex-governador est´q recebendo tratamento diferenciado e informações privilegiadas no presídio estadual em que está sob custódia.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é investigado na Operação Lava Jato e já foi condenado a mais de 70 anos de prisão

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