O deputado federal Wadih Damous (PT [VIDEO]-RJ) usou as redes sociais para demonstrar sua insatisfação com a atitude tomada pelos procuradores responsáveis pela força-tarefa da Operação Lava Jato. O deputado Damous criticou a carta aberta divulgada pelos procuradores na qual falam sobre uma série de operações que estão dentro do planejamento para serem executadas no ano de 2018.

A carta divulgada pelos procuradores alertava a população e ao mesmo tempo pedia ajuda da sociedade para combater a corrupção no País. Segundo os procuradores, em 2018, será o ano da vitória para a Operação Lava Jato, se as pessoas que forem votar escolherem candidatos ficha limpa e que estejam disposto a cooperar no combate à corrupção.

Não perca as atualizações mais recentes Siga o Canal Lava Jato

Mas se forem eleitos pelo povo os mesmo políticos que estão no poder atualmente, infelizmente, o Brasil terá um futuro muito sombrio. Damous disse que a carta divulgada pelos procuradores [VIDEO] ameaçava a democracia.

Outro que também se manifestou contra a carta aberta divulgada pelos procuradores foi o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Segundo o deputado Pimenta, a atitude dos procuradores foi como os militares do DOI- CODI ao confrontarem Geisel e Figueiredo, pois isso mostra que os procuradores não têm o minimo de respeito pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge.

Raquel Dodge pede apoio de procuradores-chefes do MPF

Nesta segunda-feira (27), durante a abertura do Subcomitê de Gestão Administrativa (SGA), a Procuradora-Geral da República Raquel Dodge solicitou o apoio dos procuradores-chefes das unidades do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo Dodge, o apoio de cada um desses procuradores será muito importante para dar continuidade ao combate à corrupção. Também fornecer os recursos necessários para que os trabalhos sejam executados e para defender os direitos humanos no Brasil.

Durante seu discurso, a procuradora apresentou e ressaltou que das mil manifestações que já foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), apenas 439 são referentes à crimes que estão sendo investigados na Operação Lava Jato.

Dodge também demonstrou muita preocupação com o orçamento feito para o ano e sobre a manutenção dos instrumentos jurídicos que liberam a persecução penal no País, mas afirmou que não irão faltar recursos para que o combate à corrupção continue sendo exercido até que um dia a corrupção acabe.