O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou na última terça-feira, 31, que é preciso criar uma frente de partidos "de centro" - PSDB, PMDB, DEM, PPS, PP, PR, PRB, PV e PSB - para viabilizar a candidatura de um único nome para concorrer à presidência da República no próximo ano.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula [VIDEO] da Silva (PT) tem liderado todas as pesquisas de intenção de voto, sendo seguido, em todas elas, pelo deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ). Essa dualidade, de extrema-esquerda e extrema-direita, segundo Doria, não é boa para o país.

Doria falou sobre seu governo à frente da prefeitura de São Paulo para empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), e explicou que o sinal amarelo já está aceso, referindo-se às pesquisas eleitorais, e pregando atenção ao que ocorre no cenário nacional.

No domingo, João Doria e Geraldo Alckmin, que disputam a preferência do partido para ver quem será o candidato ao Palácio do Planalto, mantiveram o discurso de unidade do PSDB e afirmaram que o partido e suas lideranças estão preparados e com um discurso afinado para que o melhor seja feito para o bem do país. Assim foi durante o evento, o prefeito de São Paulo manteve a mesma postura e não quis se pronunciar sobre a possível candidatura "chapa pura", sendo Alckmin o candidato a presidente, e ele vice.

Mostrando sua preocupação, Doria propôs que os partidos "de centro" façam uma aliança para lutar com inteligência e estratégia, frente às polarizações que estão se apresentando nas pesquisas. Doria prega ainda a privatização de setores públicos e abertura de mercado a estrangeiros.

De bom humor, o prefeito comentou que é amigo de Luciano Huck, mas não vê chance de o apresentador ser eleito presidente da República por falta de um partido forte que possa sustentar a candidatura de Huck.

Popularidade

Em pesquisa realizada no início deste mês pelo instituto Datafolha, Doria teve queda em seu desempenho. A taxa de aprovação do início de junho caiu de 41% para 32%. No mesmo período, a taxa dos que acham seu governo regular subiu de 34% para 40%.

No início de fevereiro, 44% da população considerava o trabalho do prefeito ótimo ou bom. Neste quesito, houve uma diminuição de 12 pontos porcentuais. A taxa de ruim ou péssimo, que era de 13%, subiu na medida inversa. A maioria (64%) dos moradores da capital paulista avalia que Doria fez, até o momento, menos do que esperavam.