Um dos mais destacados procuradores federais do Ministério Público e integrante da força-tarefa de combate à Corrupção, da Operação Lava Jato [VIDEO], Carlos Fernando dos Santos Lima, se manifestou contundentemente a respeito de declarações repassadas à imprensa pelo novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima se pronunciou nesta terça-feira (21), através de fortes críticas e ironias dirigidas ao novo diretor da Polícia Federal.

Vale ressaltar que a Operação Lava Jato é considerada a maior operação de combate à corrupção na história contemporânea do país e uma das maiores em todo o mundo e é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

A Lava Jato apura, especialmente, crimes relacionados ao mega escândalo de corrupção que acarretou a "sangria" dos cofres público da maior estatal brasileira; a Petrobras.

Entretanto, com a nomeação do novo diretor-geral da Polícia Federal, muitas dúvidas "pairam" no ar, principalmente, devido às declarações do sucessor de Leandro Daiello, no comando da instituição, na última segunda-feira (20). Naquela ocasião, Segóvia chegou a afirmar que toda a investigação proporcionada pela Procuradoria-Geral da República, durante mandato do então procurador-geral, Rodrigo Janot, o que resultou em duas denúncias contrárias ao presidente da República Michel Temer, poderia, no então, ter sido uma apuração mais longa, já que segundo Fernando Segóvia, se a apuração estivesse "sob égide" da Polícia Federal e não da Procuradoria-Geral, a corporação poderia requisitar um tempo maior para averiguar se haveria ou não indícios de corrupção relacionada ao caso em questão.

Segóvia foi ainda mais longe ao considerar que "uma única mala", talvez fosse algo insuficiente para a comprovação ou não de corrupção pelos investigados.

Procurador da Lava Jato rebate afirmações com ironia

O procurador federal e membro do Ministério Público, Carlos Fernando, rebateu prontamente as declarações Fernando Segóvia. Carlos Fernando afirmou enfaticamente que não caberia ao novo diretor da Polícia Federal, emitir qualquer tipo de opinião sobre as denúncias da operação. Ele escreveu que sua opinião pessoal (Fernando Segóvia) é totalmente desnecessária e sem relevância, ainda mais, em se tratando de uma coletiva realizada após a posse dada pelo próprio denunciado (presidente Michel Temer). O procurador da Lava Jato chegou a indagar quantas malas de dinheiro seriam suficientes para o novo diretor da Polícia Federal, em alusão à fala de Segóvia que havia dito que uma única mala de dinheiro poderia, talvez, não comprovar corrupção.