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O deputado federal e pré-candidato a presidente da República Jair Bolsonaro [VIDEO] (PSC-RJ)e os filhos, Flávio, Carlos e Eduardo, após participarem de um café da manhã com analistas de mercado e investidores, em Nova York (EUA), foram convidados pela especialista em América Latina Shannon O´Neil para participarem de uma reunião na sede do Council Of Foreing Relations, o prestigiado centro de estudos americano, o think tank.

Logo após o café matinal com os investidores americanos, chegou um e-mail na caixa de entrada do cicerone brasileiro americano de bolsonaro, Gerald Brant, os convidando para uma reservada reunião, que logo os Bolsonaro foram falar sobre a visão de país no coração do establishment dos Estados Unidos, e Gerald os conduziu, além de ser o tradutor e intermediador.

A família considerou a viagem extremamente importante após meses de negociações conduzidas por Brant, resultando no primeiro passo para estreitar laços para a construção de bases da campanha, deixando os ideais intervencionistas para apoiar o liberalismo econômico.

Quem é Brant?

O intermediador das negociações é influente na Câmara de Comércio Brasil/Estados Unidos por ser diretor na empresa de investimentos Stonehaven, em Manhattan, que fica no centro do mercado financeiro americano. É Um homem de 45 anos considerado discreto, com uma carreira conceituada passando por New Oak e pelo Banco Merril Lynch, entre outros.

Brant é amigo do filho mais velho de Bolsonaro, Flávio, e fez as negociações voluntariamente fora do expediente comercial. Ele é filho de mãe americana e pai brasileiro, nasceu em Chicago e mudou-se para o Rio de Janeiro nos anos 1980.

O pai dele é de origem de uma tradicional família mineira no Brasil. Houve um período que ele morou em Bruxelas e em Varsóvia, quando a Polônia estava sob o domínio da União Soviética, já que seu pai era diplomata.

Considerado também anticomunista e católico praticante, estreitou laços com o movimento anticomunista quando esteve por um período no Rio, em 2000. É cientista político com mestrado em administração pela Universidade Duke, nos EUA. Ao mesmo tempo em que era propagador do laissez-faire (liberalismo econômico) no mercado financeiro, defendia os valores tradicionais.

Quando retornou à Nova York, não perdeu o contato com a família Bolsonaro, até mesmo porque sempre retorna ao Brasil para visitar a mãe na capital carioca. É nessas vindas que ele participa de jantares com Flávio e o economista e blogueiro Rodrigo Constantino, no restaurante Artigiano, em Ipanema. Há rumores que ele é um candidato fortíssimo a ser o interlocutor de assuntos internacionais, caso Bolsonaro venha concretizar sua candidatura, já que há previsões de viagens para Londres, Coréia do Sul e Japão.