Em entrevista concedida nesta semana à Deutsche Welle, em Berlim, onde esteve participando de uma série de eventos, a ex-presidente Dilma Rousseff fez duríssimas críticas ao PSDB, um dos principais partidos apoiadores do processo que culminou com a saída da petista da presidência por meio de um impeachment.

Na sua visão, o PSDB [VIDEO] "acabou, sumiu" depois da confirmação do impeachment e ainda abriu espaço para "políticos de auditório" e "gestor incompetente", em referência ao apresentador Luciano Huck [VIDEO] e ao prefeito de São Paulo João Doria, ambos cotados para concorrerem à presidência em 2018.

O PSDB, criticado pela petista, foi apoiador do impeachment e sempre deu votos favoráveis ao afastamento de Dilma.

Em um primeiro momento do governo Temer, que sucedeu a ex-presidente, os tucanos compuseram ministérios e ajudaram nas votações dentro do congresso.

Dilma ainda foi além na entrevista: "Perdoar golpista é perdoar quem foi às ruas ou quem bateu panela achando que estava ajudando o país, mas depois já se deu conta que não estava", resumiu.

A ex-presidente, que não descarta voltar a concorrer a cargos públicos, se disse vítima de perseguição assim como Lula. Atualmente, ela divide sua rotina entre palestras e fóruns pelo mundo e vida familiar em Porto Alegre.