Desde algum tempo, o Brasil vem passando por momentos difíceis de graves crises financeiras e políticas, em que o povo está cada vez mais entristecido e furioso com tais situações. Escândalos de corrupção, desvios de dinheiro público, falta de investimentos na saúde e na segurança, entre outros fatores.

Uma grande parte da população que gostaria de ver mudanças não aguenta mais esperar pelas eleições, que ocorrem apenas de 4 em 4 anos. Muitas dessas pessoas cogitam possibilidades radicais para a mudança de rumo no Brasil. Uma dessas mudanças mais cogitadas é a de uma intervenção militar [VIDEO], o que, segundo a Constituição brasileira de 1988, é ilegal e considerado um crime contra a nação.

Em 1964, começou a época mais controversa da história do Brasil. Foi quando começou a ditadura militar (1964-1985), que foi um período marcado sobretudo por muita opressão política, censura à imprensa e centralização política. Muitas pessoas que viveram essa época relatam fatos e acontecimentos bem diferentes.

As que são contra dizem que foi o pior momento da história do Brasil, pois foi muito violento, opressor e que os cidadãos tinham seus direitos perdidos. Já para os que defendem a ditadura, foi o melhor período da história do Brasil, pois não existiam tantos escândalos de corrupção, tinham poucos casos de violência e os que eram maus vistos pela sociedade eram torturados (como o caso da ex-presidente Dilma Rouseff).

Uma coisa se tinha em comum entre lados apoiadores e contra a ditadura: a abertura a democracia não deveria ter sido feita da forma que foi, dando muitas liberdades a partidos e políticos de fazerem mudanças e alterarem o rumo do país Em 2017, muitos pedem a volta da ditadura militar, o que seria um perigo enorme para o governo.

O general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante-geral do Exército e um dos responsáveis por assegurar a defesa do país, se diz contrário a uma intervenção militar [VIDEO].

Para ele, “o Brasil não é mais o mesmo de 1964” e defende que “as mudanças devem partir primeiramente do povo”. O general considera que o papel fundamental e mais importante do Exército brasileiro hoje é trabalhar em conjunto com as forças policiais para que possam combater a criminalidade no país.

Mesmo sendo contra a intervenção e a favor de uma mudança da sociedade, Villas Bôas acha também que o Brasil está em um cenário político completamente perdido e que precisa de medidas urgentes para tentar diminuir o que para ele é um caos.