A cúpula das Forças Armadas revelou um grande desconforto com os pedidos de intervenção feitos nos últimos dias. Até mesmo uma manifestação está sendo convocada para o dia 15 a favor da intervenção, segundo a Revista Sociedade Militar.

Os comandantes militares já perceberam todo esse descontentamento do povo, mas querem, acima de tudo, que se mantenha ordem e que tudo seja feito observando os preceitos constitucionais. A cúpula assinou um documento para mostrar uma grande preocupação com o quadro político brasileiro [VIDEO], mas deram um verdadeiro 'banho de água fria" naqueles que pedem intervenção.

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As declarações do general Antonio Hamilton Mourão ainda mexem com muitos militares, principalmente oficiais da reserva, e eles chegaram a fazer apelos para que o povo vá às ruas.

Isso tudo tem se tornado uma grande apreensão nas Forças Armadas [VIDEO]. A impressão que se tem é que há uma divisão com dois lados: os que são a favor da intervenção e aqueles que querem seguir ordens do governo e dos comandantes militares.

General Mourão havia declarado que se o Poder Judiciário não agir e banir do cargo aqueles políticos corruptos, as Forças Armadas estariam de prontidão para entrar em ação. Isso ocasionou várias críticas do general Villas Bôas, comandante do Exército, e do ministro da Defesa, Raul Jungmann. Porém, Mourão não foi punido, o que se tornou estranho para vários pessoas.

Documento assinado

O documento que a cúpula das Forças Armadas assinou fala em manter um ambiente tranquilo no país, para que haja superação econômica e que as eleições do ano que vem sejam bem pacíficas.

Mas o general Mourão acabou se tornando um grande problema para a cúpula. Por ele não ter sido repreendido, na época, o círculo pró-intervenção começou a ganhar força.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas foi mostrado que 43% das pessoas defendem a intervenção militar. E um dado interessante é que desses 43%, a maioria é formado por jovens de 16 a 24 anos.

Deputado Daciolo

O deputado federal Cabo Daciolo (PTdoB-RJ) aproveitou o assunto e defendeu o fechamento do Congresso Nacional diante da crise política envolta de corrupção.

Há ordens para que os próprios militares contenham os movimentos pró-intervenção, e tudo tem que ser feito antes dos generais se manifestarem mais rapidamente.

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