Nesta última quarta-feira (8), o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega [VIDEO] foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Brasília em virtude da Operação Zelotes.

Juntamente com ele, foram denunciados Carf Otacílio Cartaxo e mais outras 12 pessoas. De acordo com o Ministério Público, eles responderão por Corrupção, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. A Operação investigou os pagamentos de proprina efetuados a conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a fim de que as multas aplicadas às empresas fossem reduzidas.

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais atua como um tribunal onde as empresas podem recorrer das multas aplicadas junto a Receita Federal.

As investigações expuseram a manipulação da composição e atuação do Conselho Superior de Recursos Fiscais, com vistas de corroborar de forma ilegítima à empresa Cimento Penha. Por este favor, segundo a denúncia, houve pagamento de propinas.

Após ser multada pela Receita Federal [VIDEO], por repassar cerca de US$ 46,5 milhões para instituições nos Bahamas e Uruguai, a empresa de Victor Sandri foi acusada pelo Ministério Público que declarou na acusação que a empresa tentou, através do Carf, reverter a multa aplicada pela Receita Federal.

Não aceitando a derrota que sofreu em primeira instância. O empresário articulou, de forma ilegal e criminosa, para tentar reverter a autuação conforme declarou o MPF.

Para alcançar estas vantagens, era necessário ter indicações de nomes para estarem em posições estratégicas dentro do órgão.

De acordo com a denúncia, o Presidente do CARF Otacílio Cartaxo, juntamente com o então Ministro Guido Mantega, patrocinaram direta e indiretamente, tudo o que era de interesse comum ao grupo, respaldando os nomes indicados pela organização que pode ser conhecida como "criminosa".

As trocas de e-mails entre os integrantes servirão como provas. O MPF afirma que, quando o processo no conselho chegava ao final da tramitação do processo no CARF, a multa foi revertida.

Os acertos entre o empresário Victor Sandri, haviam se confirmado. Em contrapartida pelo favor realizado, acontecia o pagamento de privilégios indevidos por parte da empresa àqueles que se encontravam envolvidos no esquema.

Empresas foram utilizadas para tentar dissimular repasse de valores ao escritório que representava a companhia junto ao Carf

Guido tenta de todas as formas se livrar desta denúncia.