Com a escolha do novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, uma série de ações passaram a ser tomadas pelo novo comandante máximo de uma das instituições mais respeitadas em todo o país. Entretanto, pairam muitas dúvidas sobre como será a sua condução em se tratando da maior operação de combate à Corrupção na história contemporânea do país, além de ser considerada uma das maiores operações já deflagradas em todo o mundo. a Operação Lava Jato.

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As ações em primeira instância no Paraná são julgadas pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. Vale ressaltar que Fernando Segóvia substitui o antecessor Leandro Daiello, que foi reconhecido como o mais longevo diretor da Polícia Federal.

A troca do comando da Polícia Federal acabou acarretando uma grande surpresa para os delegados federais, em se tratando principalmente da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, em Curitiba.

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Alguns dos principais integrantes da operação ficaram sabendo dessa mudança de comando somente por meio da imprensa. Fernando Segóvia é considerado um nome mais alinhado ao grupo político do presidente da República, Michel Temer, e principalmente muito ligado ao ex-senador e ex-presidente da República José Sarney.

Entretanto, essa troca de comando da instituição. que acumulou nos últimos anos grande prestígio perante a sociedade civil organizada do país, principalmente devido a todo o trabalho e sucesso da Operação Lava Jato, já era algo esperado desde o final do ano de 2016.

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Lava Jato Corrupção

Várias ações de "desmonte" das investigações da força-tarefa da Lava Jato passaram a ser cada vez mais frequentes, como, por exemplo, a drástica redução de verbas para os trabalhos de apuração de crimes relacionados à corrupção, além do número de delegados federais à disposição das investigações da força-tarefa, cuja diminuição passou de nove para quatro integrantes.

Reunião às pressas em Brasília

Uma das principais ações tomadas pelo novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, trata-se da convocação à Brasília do superintendente da PF no estado do Paraná e considerado um dos grandes pilares da Operação Lava Jato, Rosalvo Franco.

Há um grande temor aparente entre os membros da força-tarefa da operação em Curitiba pelo fato de que ele possa ser substituído por José Alberto Iegas.

Iegas é o delegado federal que fez a denúncia relacionada à ocorrência de um suposto grampo ilegal na cela de prisão do doleiro Alberto Youssef. Porém, ele afirma, de modo contundente, que não possui nenhuma relação com o grupo de trabalho ligado ao novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia.

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