A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ganhou do ex-ministro José Dirceu um cachorro chamado "Nego". O animal viveu com Dilma dos 3 anos de idade até os 15, tendo que ser tristemente sacrificado. No entanto, o presidente da Frente de Proteção aos Direitos dos Animais na Câmara, o deputado Ricardo Izar (PP-SP), recebeu várias denúncias na época do impeachment de Dilma sobre relatos de maus tratos contra o animal.

Conforme Dilma estava muito pressionada no processo de impeachment, ela não teria tido tempo suficiente para cuidar do cachorro. Um dos guardas do Palácio do Planalto foi o responsável por cuidar do animal em seus últimos dias de vida.

"Nego" sofria de uma doença crônica que traz muito sofrimento ao animal, a mielopatia degenerativa canina.

Os rumores que o deputado Izar recebeu sobre maus tratos a Nego fizeram com que o parlamentar buscasse explicações de Dilma Rousseff. Nesta última terça-feira, 7 de novembro, o parlamentar foi chamado para prestar depoimento na Dema (Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística). Izar buscou explicações do Planalto, porém como não foi atendido, ele resolveu registrar uma denúncia [VIDEO]na Procuradoria-Geral da República. Após o processo de impeachment em que Dilma foi obrigada a deixar o Planalto, a denúncia foi automaticamente encaminhada para a Justiça Federal de Brasília.

Investigações foram abertas e como Dilma é a dona do animal, a denúncia afeta-a diretamente.

A Polícia Civil estaria constatando que uma pessoa do Planalto que teria cuidado de Nego poderia ter agido com negligência, piorando ainda mais a doença de Nego.

O delegado Vítor de Mello, da Dema, disse que se for necessário, Dilma deverá prestar depoimento, pois quando ela se mudou para Curitiba durante o impeachment, o animal ficou sozinho em Brasília.

Intriga nas redes sociais

Após o falecimento de Nego, Dilma foi "esculachada" nas redes sociais sob acusações de abandono. Ela chegou a fazer uma postagem em seu blog pessoal explicando o motivo da eutanásia dada ao animal. Segundo justificativa, conforme orientações do médico veterinário, Dilma teria prolongado a vida Nego de todas as formas possíveis para trazer-lhe mais conforto. A ex-presidente aceitou o processo [VIDEO]da eutanásia para conter o sofrimento do animal que passava grandes dificuldades com a doença.

Em 2016, a assessoria de Dilma publicou uma nota comentando sobre a relação do cão com a família da ex-presidente. A nota enfatiza que Dilma sempre manteve muito amor pelos seus animais de estimação.