Sempre que é questionado sobre assuntos econômicos, o deputado e pré-candidato a presidente Jair bolsonaro responde dizendo que não precisa saber de economia, pois o ministro da fazenda dele é quem precisa. Pois é sob essa máxima que Bolsonaro fez sua escolha sobre quem assumirá a cadeira mais cobiçada dentre os ministérios.

Segundo disse o pré-candidato, ele buscou alguém que fosse crítico de planos econômicos anteriores, como o plano Cruzado (do ex-presidente José Sarney) e do plano Real (dos governos Itamar e Fernando Henrique Cardoso).

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"Com a ressalva da questão fiscal", disse Bolsonaro, referindo-se ao ajuste de contas do governo central. Na lista de exigências, o escolhido também deveria ter recusado participar dos governos Lula e Dilma. Até o momento, só um nome corresponde a todas as exigências: Paulo Guedes, um dos fundadores do banco Pactual.

O deputado Jair Bolsonaro confirmou que ele e Paulo Guedes já se encontraram várias vezes para conversar sobre a economia e a possível condução do ministério da Fazenda.

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Ressaltou, no entanto, que Guedes ainda não deu sinais de aceitação convicta e que sua primeira escolha não é definitiva. "Não existe noivado ainda. É só um namoro", disse Bolsonaro durante entrevista no fórum Amarelas ao Vivo, da revista Veja. Paulo Guedes possui pós-doutorado, obtido com tese defendida na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, um dos grandes berços de economistas liberais.

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Jair Bolsonaro Política

Hoje em dia preside o grupo de investimento Bozano.

Bolsonaro procurou justificar-se sobre as afirmações de que não precisa conhecer de economia: "Tive a humildade de falar que não entendia de economia." Ele ainda reclamou por achar que está sendo mais cobrado que os demais nomes de pré-candidatos já conhecidos.

Banco Central

Mesmo sem dominar a pauta de economia, Bolsonaro já deu sinais de que pretende fazer o que agrada a empresários e ao mercado financeiro como um todo.

Um dos pontos chaves de suas ações é conduzir em definitivo o processo que dá independência total ao Banco Central do Brasil. Hoje o BC é considerado autônomo e embora tenha decisões próprias sobre a questão dos juros, por exemplo, está submetido às diretrizes do ministério da Fazenda. Na visão mercadológica, isso não gera confiança sobre a sustentação macroeconômica e sobre as políticas cambial e fiscal do País.

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Significa dizer que a cada novo ministro, o Banco Central muda seus critérios principais e coloca sob suspeita a geração de novos investimentos.

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