Alguns dos processos que estão no âmbito das investigações da força-tarefa da Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal [VIDEO], atravessam sérios desafios no que tange à operação, que é considerada a maior de combate à Corrupção na história contemporânea do país e uma das maiores em todo o mundo. As ações no Paraná são julgadas em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba.

Muitos dos acusados em participações em crimes de corrupção relacionados ao megaesquema de distribuição de propinas, principalmente, a partir de recursos ilícitos que foram desviados dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras, estão causando uma tremenda dor de cabeça para o juiz Sérgio Moro.

Os acusados fazem parte de inquéritos abertos e já se tornaram réus no âmbito da operação de combate à corrupção.

Obstáculos para o juiz Sérgio Moro

Países como Líbano, Espanha e Portugal estão abrigando alguns dos réus que respondem processos diretamente ao juiz federal Sérgio Moro no âmbito da Operação Lava Jato. Um dos fatores preponderantes e principais motivos que causam sérias dificuldades para o trâmite das ações penais trata-se da situação de réus que fugiram do Brasil ou mesmo que estejam já vivendo nesses países já há algum tempo.

Tudo isso tem se tornado cada vez mais frequente na Lava Jato, o que tem acarretado um verdadeiro quebra-cabeça para os investigadores federais. A força-tarefa de investigação chegou delinear que sete réus com sérios problemas na Justiça brasileira estão no exterior, sendo que outros dois acabaram se tornando alvos de mandado de prisão de caráter temporário.

Porém, jamais foram encontrados. Entretanto, a Interpol (Polícia Internacional) já estaria a par dessa situação e já foi acionada.

Vale ressaltar que entre os acusados está Rodrigo Tacla Duran, o mais conhecido dos réus que se encontram no exterior. Ele chegou, inclusive, a ser preso na Espanha e a distância fez acusações contra a empreiteira Odebrecht. O réu responde às suspeitas de fazer a operacionalização de pagamentos para a maior construtora do país e também para a Construtora UTC.

O principal entrave para que a Justiça da Espanha faça a extradição do acusado se refere à cidadania espanhola do réu. No entanto, o juiz tenta dar prosseguimento ao processo através de cooperação internacional.

Uma outra dificuldade enfrentada pela força-tarefa da Lava Jato, trata-se de processos que se arrastam por alguns problemas práticos, como, por exemplo, alguns complicadores. Pode-se mencionar alguns pedidos internacionais de auxílio e traduções inerentes às centenas de páginas de documentos e provas obtidas no rol do processo.