Caroline Vieira Figueiredo, juíza da 7ª Vara Federal Criminal, acatou o pedido feito pelo MP do Rio de Janeiro para restabelecer a prisão preventiva de jacob barata filho. Na decisão, foram considerados alguns descumprimentos de medidas cautelares que foram determinadas em agosto por Gilmar Mendes.

Na ocasião, ele permitiu a saída do empresário que estava no presídio José Frederico Marques, para cumprir prisão domiciliar [VIDEO]. Vale lembra que Barata Filho já havia sido preso pela Lava Jato em sua 12ª fase, que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro.

Os procuradores informaram, durante a operação apelidada de ‘Cadeia Velha’, que foram encontrados alguns documentos na casa do empresário que comprovariam todos os descumprimentos das medidas cautelares que estavam em seu habeas corpus.

Entre elas estão a de deixar o país e também manter contato com outros investigados. O empresário também deveria se afastar de cargos que ele tinha na administração de sociedades que eram ligadas ao transporte público.

O Ministério Publico informou ainda que Barata Filho permaneceu na gestão das empresas. Alguns e-mail e documentos mostram relatórios de gestão empresarial e anotações pessoais.

Tudo isso fez com que os procuradores acreditassem que o empresário não teria se desligado de suas funções, continuando a exercer a atividade em completo descumprimento com o que foi pedido em sua medida cautelar.

A operação ‘Ponto Final’ acabou identificando uma organização criminosa responsável pelo pagamento de diversos políticos e agentes públicos. Foram cerca de R$ 260 milhões pagos pela organização que atuava no setor de transportes e coletivos.

Além disso, o Ministério Público também informou que foram entregues duas denúncias. Uma delas indicaria a existência de um caixa 2 na Fetranspor, a segunda informa que Sergio Cabral poderia ter recebido alguns repasses mensais desse caixa 2, se beneficiando em cerca de R$ 144,7 milhões.

A defesa de Barata Filho considerou sua nova prisão ‘ilegal [VIDEO]’, já que, segundo eles, as medidas cautelares não foram descumpridas pelo empresário. Em nota, eles informaram que não existia nenhum fato novo entre a soltura de Barata e o presente momento que justificasse uma nova medida feita a seu desfavor. Eles disseram ainda que existem algumas irregularidades por parte do MP, já que eles estariam fazendo ‘interpretações indevidas’ de uma ordem do Supremo Tribunal de Justiça.

Por fim a defesa do empresário lamentou dizendo que essa foi a única forma encontrada pelo MP de processar alguém o privando de sua liberdade.