O Governo brasileiro, a mando do presidente da República Michel Temer, iria receber na semana passada a visita do presidente da Bolívia, Evo Morales. No entanto, Temer ficou muito mal de saúde, tendo que se submeter a uma cirurgia de urgência na próstata, fazendo-o cancelar a reunião com o boliviano. A partir de agora, uma nova data para receber Evo Morales está sendo estudada.

O presidente boliviano é um amigo muito próximo do ex-presidente da República e réu em processos na Operação Lava Jato, Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO]. Segundo uma importante fonte do Palácio do Planalto, havia rumores de que a visita de Evo Morales seria mais um ato político do que qualquer outra coisa e isso iria desagradar completamente membros do Governo.

Michel Temer não gostou do que ficou sabendo e resolveu mandar uma advertência para o ditador "bolivariano".

A advertência não precisou ser enviada por meio de carta ou ofício; ocorreu uma reunião entre diplomatas dos países que discutiram a situação. O objetivo de Temer foi deixar claro para Morales que caso ele venha se intrometer na política interna do Brasil, ele não será bem recebido.

Evo Morales é um dos aliados do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele faz parte de um grupo conhecido como "semi-ditadores bolivarianos". Segundo o jornalista Cláudio Humberto, do jornal "Diário do Poder", Morales e o grupo se utilizam da democracia para ao mesmo tempo destruí-la e mantê-los no poder.

Desde a posse como presidente da Bolívia, Morales já teria "desafiado" o Brasil. Segundo investigações, o boliviano arrombou a Petrobras, trazendo um prejuízo de até R$ 5 bilhões.

Evo Morales e polêmicas

Nesta última terça-feira, 7 de novembro, Evo Molares ameaçou em expulsar o diplomata americano Peter Brennan de seu país, caso ele continue "conspirando" em favor da oposição de seu governo. Em um discurso público, o presidente disse que Brennan estaria ao lado da direita [VIDEO] de seu país, degradando-o totalmente.

Antes de Brennan assumir o cargo como diplomata "La Paz", outro nome já tinha sido expulso. Morales acusou Philip Goldberg de estar participando de um esquema envolvendo a direita local.

O líder da esquerda já foi muito criticado por sua postura ao observar a situação devastadora que ocorre na Venezuela e por suas opiniões políticas. Ele também citou que os Estados Unidos estariam planejando atacar a Bolívia através da "Corrupção e narcotráfico".