No próximo dia 23 de novembro, uma polêmica vai rondar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo Operação Lava Jato desde que foi lançada. A 1° e 2° turma de ministros da Suprema Corte irão se reunir sobre a questão das prisões [VIDEO] preventivas, podendo colocar em "xeque" as decisões proferidas pelo juiz federal Sergio Moro, magistrado da Lava Jato no âmbito de Curitiba, Paraná.

A turma de ministros que participam dos processos da Lava Jato, como o relator Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski irão discutir sobre o tema que trouxe grande polêmica.

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A primeira turma do STF acredita que quando um juiz se manifesta sobre uma prisão de caráter provisório na sentença da condenação, a análise de um habeas corpus pelo STF não deve ser feita antes de ser impetrado o novo fato.

Resumindo: a condenação irá acontecer após um novo habeas corpus ser apresentado, com a defesa do acusado rebatendo novos argumentos.

No entanto, a segunda turma do STF tem outro entendimento sobre o caso, eles acreditam que não seria preciso um novo pedido de habeas corpus e que o julgamento por liberdade pode ser feito normalmente.

O ministro Edson Fachin foi o responsável por levar a questão no Supremo. Após as sentenças proferidas pelo juiz Sergio Moro, Fachin resolveu rever as prisões cautelares dadas pelo juiz federal. Fachin acredita que as prisões tem caráter "prolongado", sem nem mesmo terem sido julgadas pela segunda instância.

Sergio Moro colocou na cadeia nomes importantes da sociedade. Recentemente, por decisão de ministro do Supremo, o ex-tesoureiro do PP, João Claudio Genu, e o ex-ministro, José Dirceu, conseguiram a liberdade após serem acusados de diversos crimes.

Quem também está tentando uma liberdade é o ex-ministro do PT, Antonio Palocci. Em decisão de Fachin, o ex-ministro não conseguiu escapar da cadeia, após o relator do processo no Supremo justificar que não houve “ilegalidade flagrante na decisão”. Edson Fachin já se reuniu com a presidente do Supremo Cármen Lúcia para tratar sobre as prisões preventivas.

O caso de Antonio Palocci envolveu crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sergio Moro condenou o petista em 12 anos de cadeia por corrupção [VIDEO]na empreiteira Odebrecht em contratos fraudulentos com a Petrobras. Esquemas de corrupção apontaram fraudes em eleições municipais de 2008 e presidenciais de 2010.