Considerado o pior presidente da República desde o fim da Ditadura Militar, segundo o instituto Datafolha, e o líder político mais rejeitado do mundo, apontado pela pesquisa da Eurasia Group, divulgada no fim do mês de outubro, Michel Temer não cogita nem a possibilidade de tentar disputar o pleito presidencial do próximo ano. O Palácio do Planalto acha necessário lançar um candidato representando o governo que seja capaz de fazer a defesa da política econômica adotada pós-impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O nome preferido é o de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda.

O problema para Meirelles é que qualquer que seja a associação de um nome ao de Michel Temer, ele já começa com uma rejeição muito grande. Segundo a pesquisa Barômetro Político, do jornal Estadão em conjunto com o Instituto Ipsos, entre os nove nomes presidenciáveis que fizeram parte do questionamento, o de Meirelles foi o que atingiu maior rejeição. O ministro da Fazenda aparece na liderança com 70% de desaprovação à sua candidatura.

Chances de Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda de Michel Temer começou a ser cogitado como representando do governo no pleito presidencial do próximo ano em setembro. Prontamente, Meirelles fez uma postagem em sua página oficial no Twitter negando ser pré-candidato à Presidência da República.

Porém, com o passar do tempo e o desespero batendo cada vez mais com os índices de rejeição de Temer crescendo exponencialmente, o nome de Henrique Meirelles foi ganhando cada vez mais força.

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Lula

O principal ponto que sustenta uma possível candidatura de Meirelles é o mercado. O ministro da Fazenda é a peça chave por trás das reformas trabalhista e da Previdência, ambas muito bem recebidas pelo mercado. O governo afirma que a economia está melhorando. E será nessa tecla que deve bater durante o pleito presidencial. Então, ninguém melhor do que o homem responsável pela economia do País para defender as reformas e medidas adotadas pelo governo Temer durante esse período.

O ministro teria que possivelmente enfrentar a preferência do voto com nomes já consolidados e com nicho eleitoral bem definido, por exemplo o ex-presidente Lula, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro, que mesmo não tendo experiência em campanha para presidente da República como os outros três, é capaz de carregar consigo uma certa faixa do eleitorado. Meirelles sofre por ser um nome bem quisto pelo mercado, porém, para o grosso da população, é um mero desconhecido. Ter a figura de Temer como associação e ser o porta-voz das reformas tão criticadas pela sociedade só lhe trariam prejuízo.

Como estão os outros rejeitados?

O segundo nome em rejeição entre os presidenciáveis é do governador de São Paulo e primeira opção entre os tucanos, Geraldo Alckmin (PSDB). O paulista aparece com 67% de reprovação. O pupilo de Alckmin, João Doria (PSDB), prefeito marqueteiro de São Paulo, aparece em terceiro lugar no ranking de desaprovação com 63%. Empatado com o "gestor", Ciro Gomes (PDT), ex-ministro de Lula, também possui 63% de reprovação.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Jair Bolsonaro e a ex-senadora Marina Silva fecham os três últimos lugares dos presidenciáveis que possuem mais de 50% de desaprovação. O parlamentar extremista apareceu com 60% de rejeição entre os eleitores ouvidos pelo Barômetro Político. Curiosamente, entre os políticos presidenciáveis, Lula é o que possui a menor rejeição, 56%. Marina Silva está empatada com o petista também com 56%.

Somente a título de curiosidade, Michel Temer apareceu como o político mais rejeitado, com 95%. O segundo lugar ficou por conta do tucano Aécio Neves, com 93%.

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