O deputado federal Cabo Daciolo (Avante/RJ) apresentou um projeto de lei que iria obrigar agentes públicos eleitos a utilizarem da saúde pública [VIDEO] do país, sem a possibilidade de reembolso médico e também tira o benefício que eles possuem atualmente de "auxílio Saúde". Deixando claro que a lei ainda não está em vigor, sendo apenas uma proposta legislativa por enquanto. A primeira vez que o projeto foi apresentado foi no dia 18 de maio de 2016 e até hoje não houve um resultado definitivo quanto ao projeto. O deputado Cabo Daciolo não só apresentou a lei, mas também foi quem a criou.

Além dos agentes públicos, essa medida iria incluir também parentes consanguíneos até o tempo de mandato do funcionário acabar por definitivo.

A Lei é a PL-5331/16 e está sendo estudada no Assembleia dos Deputados o seu planejamento.

A situação de descaso e negligência que estamos vivenciando atualmente com a saúde pública [VIDEO] e investimentos na área nunca foi vista semelhante. Os valores passados para a saúde não são o suficiente e quase sempre ocorrem desvios dentro dos investimentos iniciais.

Segundo o deputado Daciolo, essa situação só irá mudar quando essa lei for aprovada, já que os políticos e outros agentes públicos estariam dependendo de hospitais públicos para serem atendidos.

"Dos 43,3 bilhões de reais gastos com investimentos pelo governo federal em 2013, o ministério da saúde foi responsável por apenas 8,2% dessa quantia. Dentre os órgãos do executivo, a saúde aparece em quinto lugar na lista de prioridades no chamado gasto nobre", disse o deputado federal Cabo Daciolo.

Quem é o criador desse projeto, Cabo Daciolo?

Cabo Daciolo é um bombeiro militar, eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. O primeiro partido que foi filiado foi o partido do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), porém o deputado foi expulso do partido por causa de uma proposta de trocar a primeira frase da Constituição Brasileira de "todo poder emana do povo" para "todo poder emana de Deus", o que para o partido iria contra a uma das principais características do nosso país, que é o Estado laico. Essa não foi a única confusão que Daciolo criou dentro do seu partido de origem, mas também foi criticado quando defendeu a libertação dos policiais que foram acusados de torturar um pedreiro. A votação do PSOL foi quase unanime de expulsar o bombeiro militar do partido, tendo sido 53 votos a 1.

Após a saída do PSOL, Daciolo foi para o PT do B e hoje é filiado ao Avante.