O ministro das Cidades, Bruno Araújo, enviou sua carta de demissão e inicia o desembarque tucano dos cargos que ocupam no governo Temer [VIDEO], iniciando um novo impasse político em Brasília.

A atitude de Bruno Araújo pode iniciar um movimento político para forçar o presidente Temer a realizar uma outra reforma ministerial em seu governo, tirando políticos que estão insatisfeitos com as denúncias e atitudes palacianas ou que pouco se empenharam para que o governo alcançasse as reformas que alega serem importantes.

E nestas mudanças estão a reforma da previdência e as privatizações de empresas públicas e estatais que mexem com indicações políticas nestas pastas.

Temer prefere Aécio

Na semana passada o senador Aécio Neves [VIDEO] articulou com o governo e destituiu o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, enviando uma carta ao diretório e nomeando Alberto Goldman para gerenciar as novas Eleições tucanas.

E mesmo desgastado com denúncias de recebimento de propina e as investigações no Supremo Tribunal Federal em vários processos, Aécio articula para manter seu nome forte no ninho tucano e em outros partidos que apoiam a base do governo peemedebista.

Convenções tucanas pelo Brasil

Neste final de semana o PSDB realizou sua convenção estadual em Sâo Paulo. Em coro, os participantes paulistas entoavam 'Fora Aécio' para explicitar o pensamento da maioria de que o político mineiro não terá uma disputa fácil na preferência geral do partido.

Em contrapartida, o que se viu foi uma estratégia para fortalecer o nome de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, como o nome forte para unificar a proposta pelo seu mandato na disputa pela presidência em 2018.

Até mesmo o impasse que existia entre Alckmin e Dória, prefeito de São Paulo, que era acusado de traição por estar trabalhando seu próprio nome para candidatura ao Governo Federal foi superado.

Dória declarou no evento que não tinha essa pretensão e que seu compromisso era trabalhar pelo nome do governador paulista como a pessoa mais preparada no partido. Inclusive não confirmou se pretende concorrer como candidato ao governo de São Paulo, em detrimento ao vice-governador Márcio França (PSB), que gostaria de obter o apoio dos tucanos ao seu nome.

Em Minas Gerais, contrário ao que aconteceu em São Paulo, Aécio circulou livremente em todas as alas tucanas do estado. A convenção mineira garantiu que Aécio Neves, atualmente senador da República, será candidato a mais um cargo nas próximas eleições em 2018, só não ficou claro se concorrerá a um novo mandato como senador ou brigará com os tucanos paulistas pela disputa na preferência do tucanato nacional para se candidatar a Presidência da República.

Os trabalhos do cacicado tucano é continuar a agenda política em outros estados do país e fechar em um nome único para as eleições 2018.