No ano que vem haverá eleições e, pelo jeito, haverá uma disputa acirrada entre os presidenciáveis. Os partidos já estão de olho em alianças para a disputa, como partidos que melhor definem seu perfil ideológico, ou alianças que podem ou não ser vantajosas na hora da disputa. No caso do PT (Partido dos Trabalhadores), essa aliança tem um viés ideológico, isso porque tem a ver com o que eles pensam e o que eles consideram como “golpe” contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu impeachment em 2016.

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A presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), garante que, no caso do seu partido, todas as alianças vão ser de esquerda.

Em nota para a imprensa, a senadora petista disse nas suas redes sociais, nessa segunda-feira (6), que vai restringir a coligação só se aliar com partidos que tenham em suas agendas ações e cunho de esquerda.

Esse texto é uma resposta a entrevista do presidente estadual do PT de São Paulo e pré-candidato ao governo do Estado, Luiz Marinho, que, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, defendeu alianças mais amplas, inclusive com partidos que apoiaram o impeachment.

Segundo o texto da senadora Gleisi, [VIDEO] o partido deve fazer aliança com a população do Brasil, nas batalhas e nas conquistas dessas batalhas. Portanto, a aliança para eleger o candidato Luiz Inácio Lula [VIDEO] da Silva presidente em 2018, vão ser construídas dentro de partidos progressistas e de centro-esquerda. Vão ser alianças que tem o compromisso de reconstruir o Estado brasileiro, renovando aquilo que destruíram com os retrocessos do governo do presidente Michel Temer.

A senadora inclui ainda dentro do leque das alianças não desejadas pelo PT os partidos que apoiaram projetos contra os trabalhadores, como a reforma trabalhista, a emenda do teto salarial, a mudança de como explorar o pré-sal e as inúmeras privatizações que foram destaque no atual governo federal.

Essa definição foi desencadeada pela entrevista do presidente estadual do PT paulista e fez com que o partido discutisse muito o tema entre suas bases.

O debate acirrado foi a declaração que o partido faria outras alianças, sendo muito criticado. Isso porque há entorno uma opinião geral que Marinho apenas fez uma verbalização como se o partido já pensasse fazer, mas, segundo essas bases, ele foi muito apressado.

A corrente de esquerda DS (Democracia Socialista), que integrou a Mensagem, também publicou uma nota que reforça a decisão do partido no 6º Congresso Nacional, que seria a base do partido nacionalmente. A nota diz, que as alianças devem ser construídas dentro de coalizões que devem partilhar de uma visão anti-imperialista, antimonopolista, antilatifundiário e serem democráticas radicalmente. Na frente de tudo isso, estaria Lula como presidente e o partido tomando as rédeas desses compromissos.

O DS ainda discutiu a decisão do PT de Alagoas de se aliar novamente com o governo do governador Renan Filho, que é do PMDB.

Diz a nota que em Alagoas, como em todos os Estados, é precisado construir novamente o Partido dos Trabalhadores, sempre independente de algumas classes, sempre ao lado de todos os movimentos e sindicatos populares, com seus programas e alianças com os compromissos da esquerda. Além do Estado de Alagoas, o partido está em negociação em cinco Estados com o PMDB: Minas Gerais, Ceará, Piauí, Sergipe e o próprio polo eleitoral de Gleisi, o Paraná.