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O Partido Rede Sustentabilidade está em busca do consenso progressivo para construir o apoio a um nome comum para disputar as Eleições no ano que vem. Marina Silva, principal nome do partido e conhecida mundialmente pelo engajamento ambiental, parece enfrentar uma falta de adesão ao seu nome e integrantes do partido já cogitaram outras figuras para a disputa eleitoral. Alguns presidenciáveis como os ex-ministros do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto já surgiram como possíveis candidatos, mas até o momento não confirmaram se participarão das eleições no próximo ano.

O consenso progressivo é uma das bandeiras que seus filiados divulgam como diferencial do partido, onde as decisões só são aprovadas após debates e aprovação orgânica de seus integrantes, respeitando as opiniões e convicções de todos e seguindo seu estatuto.

Porém, alguns dissidentes alegam que na prática isto não ocorre e que as decisões são tomadas sem o conhecimento de todos e resultam em conflito e desfiliação de partidários.

Problemas internos

O Rede Sustentabilidade começou a nascer em 2013 e somente em 2015 conseguiu seu registro partidário. Ele se declara como alternativa viável contra a polarização política entre esquerda e direita e também divulgando como um novo partido político focado na plataforma da sustentabilidade.

Em 2014, chegou a disputar as eleições com seus candidatos saindo pelo PSB e tendo Marina como candidata a presidente, perdendo no primeiro turno para Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores) e Aécio Neves (PSDB), mesmo obtendo mais de 20 milhões de votos válidos. No segundo turno, apoiou o candidato tucano, deflagrando uma crise interna que acabou com a saída da ala intelectual que ajudou a moldar e fundar o partido.

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Marina nega crise

Em nota oficial publicada no site do partido, Marina diz que não existe uma crise interna na agremiação e alega que existe um "jogo sujo" para desacreditar o seu nome para as eleições do ano que vem e também uma tentativa de tornar inviável o crescimento do seu partido com a divulgação de notícias distorcidas por parte dos veículos de mídia.

Também afirma que seu partido possui uma linha programática e que será seguida sem a necessidade de alianças com partidos envolvidos em escândalos de corrupção, sendo muitos deles investigados e com políticos sendo processados e presos.

O Rede possui uma bancada pequena no Congresso Nacional e não possui nenhum representante federal por São Paulo e também não possui parlamentares na Assembleia Legislativa paulista, estado que possui o maior colégio eleitoral do país.