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Em abril de 1995, Renan Calheiros (PMDB-AL) conseguiu identificar imensos gastos por parte do Congresso Brasileiro: 1,5 bilhão de dólares anuais para 10 mil funcionários.

A 'moeda virou' e desta vez o agora senador Renan Calheiros foi condenado pela 14ª Vara Federal.

A notícia aumenta ainda mais o descrédito da população diante da classe política.

Quem proferiu a sentença foi o Juiz Waldemar Carvalho.

Os crimes e a repercussão

Na sentença, Renan perdeu o mandato, o que significa dizer que ele não é considerado digno dos direitos políticos por um período de até 8 anos.

Em 2016, a Ordem dos Advogados do Brasil pediu afastamento de Renan Calheiros. Na ocasião, ele chegou a desafiar a justiça.

Com base nos autos do processo, referente ao caso do pagamento de pensão a um filho tido fora do casamento, o juiz o condenou por dois crimes, que são:

  • improbidade administrativa (ou seja, motivada por enriquecimento ilícito),
  • recebimento de vantagem patrimonial indevida.

Sem deixar deixar o cargo que ocupa, Renan ainda pode recorrer.

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A notícia repercutiu nos principais meios de comunicação, como O Estadão e Folha de S. Paulo.

Nas redes sociais, os internautas elogiaram o juiz, agradeceram à Justiça, mas não pouparam as palavras de desprezo ao senador.

Alguns dos comentários dirigidos foram: ''Ele acha que todo mundo é bobo!''.

''Mexe-se mais uma vez o 'xadrez da política' mas, ainda tem muitos corruptos brincando no jogo'', expressou outro internauta.

Um internauta chegou a demonstrar preocupação com o rumo do país: ''Para onde estamos indo? Não dá pra se confiar nem mesmo em quem legisla nossas Leis.'', criticou.

“Ele deveria ser preso imediatamente ou então ser expulso do país para o bem da nação'', disse uma jovem.

Renan Calheiros e as acusações

Em setembro de 2007, o senador foi formalmente acusado de ter as despesas pessoais pagas por um lobista de uma construtora, mas foi absolvido por senadores após votação em plenário.

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Também em dezembro de 2007, o senador decidiu por bem renunciar a presidência do Senado (um dos cargos mais disputados na esfera política). O motivo? Evitar a cassação do mandato.

Na época, o Conselho de Ética chegou a concluir que ele não havia conseguido provar a renda legítima para cobrir despesas.

Ainda segundo a acusação, Renan teria formado uma espécie de aliança com o então usineiro João Lyra em um jornal e duas emissoras de rádio em Alagoas. A acusação que apontava que ele teria se utilizado de "laranjas".

Assumiu o primeiro mandato em fevereiro de 1995, após receber 235.332 votos.