Nesta terça-feira (07), a senadora Ana Amélia (PP-RS) demonstrou muita satisfação ao falar da Operação Marcapasso que foi deflagrada pela Polícia Federal. Durante a operação, a PF conseguiu prender alguns envolvidos no esquema que tinha como objetivo fraudar as etiquetas de validades de alguns materiais que são usados em procedimentos cirúrgico cardíacos em um dos maiores hospitais de Palmas, no estado de Tocantins.

Segundo Ana Amélia, essa empresa fabricava etiquetas de validades para serem usadas em produtos já vencidos e estes materiais eram usados em cirurgias. A senadora disse também que além dos setores de saúde sofrerem com a falta de dinheiro, agora também estão sendo alvos de bandidos corruptos.

Ana Amélia também falou sobre seu projeto, que está em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Segundo a senadora, o seu projeto pode diminuir as irregularidades sobre compras de matérias de materiais hospitalares, como por exemplo próteses através da administração pública. O projeto defendido por Ana Amélia tem como objetivo estabelecer regras para o setor de compras na área da saúde padronizando a nomenclatura e definir critérios quanto aos preços de cada produto e com isso evitar as fraudes.

A senadora ressaltou que a Controladoria-Geral da União (CGU) já havia constado há um tempo atrás que houve desvios na saúde pública, e que os valores foram superiores a R$ 5 bilhões e disse que cerca de 27,3% do total dessas irregularidades representam a administração pública federal, e que essa fraude chega muito próximo da dimensão da Operação [VIDEO] Lava Jato [VIDEO].

Polícia Federal dá inicio às investigações no esquema de corrupção que atuava na área da saúde pública

Foi deflagrada pela Polícia Federal nesta manhã de terça-feira (07) a Operação Marcapasso, que tem como objetivo investigar um grande esquema de corrupção que fraudava licitações no Tocantins.

Segundo a PF, o alvo era a aquisição de equipamentos chamados OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais) - estes materiais são de alto custo econômico para o sistema de saúde. Segundo nota, a PF informou que tem cerca de trezentos e trinta agentes da Polícia Federal cumprindo buscas de mandados judiciais.

Eles se dividem em doze mandados de prisão preventivas, mais quarenta e um mandados de condução coercitiva de alguns empresários eu estão envolvidos no esquema e outros oitenta e quatro mandados de busca e apreensão.

Essas buscas se dividem em dez estados brasileiros que são Tocantins, São Paulo, Brasília, Paraná, Goiás, Ceará, Bahia, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Toda operação está sendo comandada pela justiça da Quarta Vara Federal de Palmas.