O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos em primeira instância de ações no âmbito da Operação Lava Jato no Paraná, participou de uma conferência realizada com grandes empresários [VIDEO] brasileiros. O evento aconteceu em Curitiba (PR), na quarta-feira (22), e tinha como tema: "Grandes & Líderes - 500 Maiores do Sul 2017". O objetivo era promover empresários que atuam nas regiões do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Cerca de 4 mil empresas foram avaliadas através de dados de seu desenvolvimento.

Moro concedeu uma palestra no evento. Ao lado dele também estava o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES), Paulo Rabello de Castro.

De acordo com o jornalista Jorge Polydoro, o objetivo da reunião com empresários e políticos foi refletir sobre a economia e o papel dos grandes líderes para mudanças no Brasil. O evento reuniu vários dados de empresas, como o desenvolvimento financeiro, capital e níveis de faturamento e endividamento.

Entrevista com o juiz federal

Sérgio Moro aproveitou a ocasião com diversos empresários para falar sobre problemas que afligem o Brasil relacionados com as investigações da Lava Jato. Conforme descobertas foram feitas, grandes instituições públicas e privadas acabarem sendo atreladas com diversos casos de Corrupção.

Ao dar um alerta, Moro disse que o momento é para as empresas se tornarem referência no combate à corrupção [VIDEO]sistêmica do Brasil, que chega a níveis alarmantes. Conforme os casos de corrupção foram descobertos, o Brasil foi entrando em uma grande recessão pela falta de confiança de grandes investidores.

Moro avaliou que o retardamento é muito ruim para as pessoas e empresas, mas sair dela seria o caminho ideal para o desenvolvimento.

Sobre a Operação Lava Jato, o juiz enfatizou que a Petrobras admitiu perdas de até R$ 6 bilhões. Ele cita que um gerente da empresa chegou a devolver cerca de US$ 98 milhões ao cofres públicos em contas ativas no exterior. Sérgio Moro diz que a corrupção é vista apenas no setor público, mas não é isso que acontece, ''quem paga e quem recebe'' também se torna vítima de atos ilícitos.

Na entrevista, Sérgio Moro pediu desculpas por falar algo ''tão óbvio'' e mandou um grande alerta aos empresários e políticos presentes: ''Não paguem propina'', e se houver algum tipo de extorsão, os empresários devem se dirigir imediatamente as autoridades, denunciando o caso.

O presidente do BNDES, durante entrevista, frisou que inaugurará novas superintendências regionais, um dos objetivos do banco nacional em 2018.