O Ministro da Justiça, Torquato Jardim, tem feito declarações pesadas contra os políticos e a polícia do Rio de Janeiro. De acordo com o ministro, o Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e o Secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, não possuem nenhum controle sobre a Polícia Militar. Ele falou que o comando da corporação está envolvido com o crime organizado e que tudo acontece em decorrência de acertos com deputado estadual e o crime organizado. Em fortes declarações, Torquato ressalta que "os Comandantes do Batalhão são sócios do crime organizado".

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O ministro de Michel Temer [VIDEO] ainda citou que a morte do tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira foi execução, um acerto de contas. Segundo Torquato, os políticos do Rio afirmam que foi só um assalto, mas ninguém é assaltado com dezenas de tiros e ainda sem o coronel estar com o uniforme da polícia.

Informações preciosas

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, criou, nesses dias, uma força-tarefa para enfrentar o problema de segurança pública que existe no Rio de Janeiro. As suas ações podem ter algum sentido segundo o que o ministro declarou. Informações preciosas podem ter chegado ao seu gabinete.

Segundo o site ‘O Antagonista’, o Serviço de Inteligência do Exército e a Polícia Federal (PF) possuem descobertas impressionantes, que adquiriram durante a intervenção das Forças Armadas na Rocinha. É possível que existam conexões de políticos com o crime organizado, e já existe uma investigação cuidando disso.

Através desse fato, dá para entender o recuo imediato das Forças Armadas por ordem do Ministro da Defesa Raul Jungmann. Pessoas poderosas podem estar por trás de grandes esquemas corruptos, inclusive envolvendo a polícia.

Torquato Jardim já deu a entender que algo está errado, e as suas fortes declarações podem advir de informações que ele já recebeu de investigações. ‘A casa vai cair no Rio’ a qualquer momento.

STF

O Governador Luiz Pezão decidiu questionar, no Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], as declarações de Torquato. Ele quer que o ministro prove o que está falando através de documentos oficiais.

Pezão quer explicações e quer entender o que o ministro tem contra a cúpula da polícia e os policiais.

Torquato já avisou que não irá se pronunciar sobre esse pedido de Pezão. Alguns oficiais que se sentiram ofendidos ameaçaram entregar seus cargos.

Pezão ressaltou, como defesa, que a Polícia Militar e o Governo do Rio, em hipótese alguma, negociam com criminosos.

Recuo das Forças Armadas pode ser estratégia, e investigação poderosa está no ar.