A saída do PSDB da base de sustentação do governo de Michel Temer já são favas contadas. Na última terça-feira (28), o senador Aécio Neves (MG), atual presidente do partido, e o governador Geraldo Alckmin (SP), futuro presidente, a partir do dia 9 de dezembro, já confirmaram essa informação. Agora, na quarta-feira (29), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi outro tucano representativo a afirmar que chegou a hora do PSDB sair da base do governo Temer.

A única pessoa que ainda não entendeu com clareza as afirmações dos tucanos parece ter sido o próprio Michel Temer. O peemedebista participou na última quarta-feira (29) de um almoço com a Frente Parlamentar Mista de Comércio, Serviços e Empreendedorismo. Na saída do evento, Temer foi questionado pelos jornalistas que estavam do lado de fora do prédio se o PSDB já havia deixado a base do governo.

Ele parou e energicamente fez sinal de que não com o dedo.

Curiosamente, no mesmo dia, apenas com algumas horas de diferença, pela manhã, Eliseu Padinha, ministro-chefe da Casa Civil, afirmou que o PSDB não faz mais parte da base do governo.

" [O PSDB] não está mais na base de sustentação do governo federal. O PSDB já disse que vai sair", afirmou Padinha.

Falas tucanas

Geraldo Alckmin já é apontado como futuro presidente do PSDB e quase que oficialmente como pré-candidato tucano à Presidência da República em 2018.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
PSDB

Ao comentar a situação de seu partido no governo Temer, o governador de São Paulo afirmou ter sido sempre contra a entrada do PSDB na base de sustentação.

"Acho que não tinha razão para o PSDB participar, indicar ministro", disse o futuro presidente do PSDB.

Já Fernando Henrique Cardoso, em entrevista à Andréia Sadi, repórter do G1 e da Globo News, afirmou que o PSDB não precisa de data marcada para deixar a base aliada de Temer.

E completou dizendo que os tucanos terão candidato próprio em 2018, então devem sair logo do governo, já que o Executivo é do PMDB, não tucano.

Aécio Neves se esforçou muito, mas não conseguiu fazer com que o partido ficasse ao lado de Temer. Talvez por ter tantas preocupações policiais, o senador perdeu força de articulação e teve que dar o braço a torcer. No mesmo dia em que Alckmin foi confirmado como futuro presidente do PSDB, Aécio disse ter chegado a hora dos tucanos saírem da aba de Temer.

"O momento do PSDB deixar o governo federal chegou, mas sai pela porta da frente, de cabeça erguida", confirmou o senador.

Futuro de Temer

Considerado o pior presidente da história do Brasil pós-Ditadura Militar e o mais rejeitado entre todos os presidentes do mundo, segundo a pesquisa do grupo Eurasia, Michel Temer não cogita disputar o pleito presidencial do próximo ano. Pelo menos foi o que afirmou Eliseu Padilha durante entrevista no Palácio do Planalto na última quarta-feira.

Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, o objetivo do peemedebista é "colocar o Brasil nos trilhos". E afirmou que Temer "não tem pretensão" de disputar a eleição presidencial do próximo ano. Porém, concluiu ressaltando que: "por enquanto".

"Canalha"

A senadora Kátia Abreu (sem partido-TO), expulsa dos quadros do PMDB na última semana por ter falado mal do governo de Michel Temer, subiu à tribuna do Senado Federal e falou poucas e boas contra o senador Romero Jucá (RR), presidente nacional do PMDB.

A ex-ministra de Dilma chamou Jucá de "canalha, crápula e ladrão de vidas" . As críticas não ficaram apenas no nome de Jucá, Abreu também afirmou que a cúpula peemedebista fará com que o partido fique "maldito diante da sociedade". E concluiu dizendo que a sua expulsando, vinda de quem votou, é "um atestado de boa conduta para o meu currículo".

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo