Nesta semana, o deputado federal Tiririca (PR-SP) solicitou à Câmara dos Deputados o ressarcimento referente a uma passagem aérea com destino a Brasília. Especula-se que o parlamentar [VIDEO] saiu de Ipatinga (MG) em decorrência de um show que fez na cidade, ou seja, uma apresentação de seu novo espetáculo: "Tiririca Minha História". As informações são site Metrópoles.

O episódio não seria mencionado, uma vez que, a emissão do valor reclamado não estivesse figurando no site da Câmara, conforme disponibilizou o site Congresso em Foco. O montante de quase R$ 3 mil não chegou a ser esclarecido pela assessoria de comunicação do parlamentar.

Todavia, o procedimento de compensação do valor foi confirmado.

O deputado federal Tiririca conseguiu chegar à Casa com uma campanha um tanto controversa, usando o slogan descontraído: "Você sabe o que faz um deputado federal?" Com a pergunta em tom de brincadeira, respondia na sequência que ele também não sabia, mas solicitava: "Vote em mim". Assim, Tiririca revelaria qual seriam as funções verdadeiras de um parlamentar.

O humorista nordestino conseguiu desbancar muitos candidatos que na ocasião disputavam uma das cadeiras da Câmara dos Deputados [VIDEO]. Ele venceu e uma delas sobrou para o Partido da República (PR), representado pelo então Francisco Everardo, atualmente conhecido por Tiririca.

O campeão das Eleições de 2010 alavancou mais de 1 milhão de votos de eleitores e fãs que confiaram ao artista a esperança de um país melhor.

Em 2014, a situação se repetiu ao apresentar números avassaladores. Desta forma, Tiririca se destacou como o segundo candidato mais votado das eleições ao conseguir a reeleição.

Polêmica sobre Tiririca

A revista Veja publicou que Tiririca, ao se eleger ao cargo de deputado federal gerou uma grande insatisfação pelos veículos de comunicação, ou seja, questionavam a condição de um palhaço sentar-se em uma das cadeiras do Legislativo, pois seria a admissão da completa inconsequência dos votos de brasileiros em sua condição de eleitor.

Na época do voto em cédula de papel, os eleitores, quando ficavam insatisfeitos com alguns dos políticos, rasuravam as cédulas ou enviavam recados com palavras de baixo calão. As atitudes eram abordadas como forma de protesto [VIDEO], ou seja, rejeição aos candidatos que participavam do pleito eleitoral.

Com o advento das urnas eletrônicas, essa modalidade de manifestação foi extinta. Digamos que a elegância do voto foi preservada, esclareceu a reportagem ao comentar sobre as hipóteses que fizeram o deputado federal Tiririca chegar ao Congresso Nacional.

A nota explicita do colunista Gabriel Mascarenhas, postada no blog Radar, da revista, revelou a estranheza e se arriscou em questionar: "Até tu, Tiririca?”. Por fim, segundo Mascarenhas, o slogan do humorista no horário eleitoral gratuito transmitido em rede nacional de comunicação dizia: "Pior que não fica". "Pois ficou", concluiu o colunista, ironizando que até na piada de Tiririca a esperança chegou ao fim.