O ano de 2017 foi o primeiro completo após o processo de Impeachment sofrido pela presidente Dilma Rousseff [VIDEO], em 31 de agosto de 2016. Durante esse momento histórico, diversos políticos favoráveis ao impeachment usaram e abusaram da fala para condenar e tripudiar da petista e daqueles que eram contrários ao afastamento de Dilma. Após a saída de Rousseff, uma sucessão de fatos fizeram alguns daqueles mesmos políticos pagar por suas incoerências.

Em abril de 2016, poucos dias após Eduardo Cunha abrir o processo de impeachment contra Dilma, a presidente deu uma entrevista à CNN e afirmou: "Todos que fizeram o impeachment estão envolvidos em corrupção".

Dilma parecia fazer uma previsão catastrófica do que estava por vir no cenário político brasileiro.

Casos marcaram a história e mostraram a verdadeira bagunça e falta de incoerência que aflige os políticos brasileiros. Alguns foram presos, outros afastados, pegos em escutas telefônicas tramando e pedindo propina. Relembre alguns casos que marcaram o telhado de vidro daqueles que apontaram o dedo durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Aécio Neves (PSDB-MG) [VIDEO]

Talvez o caso mais marcante em 2017 seja do candidato derrotado por Dilma no pleito presidencial de 2014. Aécio nunca aceitou o resultado, tentou a todo custo reverter a derrota nas urnas na Justiça. Não conseguiu. Foi o jeito apelar ao impeachment. Quando o caso chegou ao Senado Federal, o tucano foi aos microfones e "sugeriu" que Dilma pedisse desculpas ao povo brasileiro "por tantos erros cometidos".

O ano de 2017 pode ter enterrado a carreira política de Aécio Neves. O senador tucano conseguiu fazer "barba, cabelo e bigode" nos escândalos durante o ano. Foi pego em gravações pedindo dinheiro a Joesley Batista e dizendo que poderia mandar matar quem o entregasse o valor. Viu sua irmã e primo serem presos. Além de ser suspenso de suas funções no Senado por duas vezes. Também foi afastado da presidência do PSDB. Para completar o ano, Aécio só não foi preso.

Wladimir Costa (SD-PA)

O deputado ficou conhecido pela "tatuagem" de Temer que fez no braço. O curioso fato ganhou as manchetes do País. No dia da votação do impeachment, Costa chegou a estourar um rojão de papel picado no Plenário da Câmara. Para fechar o ano do deputado, ele foi condenado pelo TRE e cassado por abuso de poder econômico e gastos ilícitos na campanha eleitoral de 2014.

Bruno de Araújo (PSDB-PE)

O tucano foi o voto 342, aquele que decretou a aprovação do impeachment de Dilma na Câmara. Além disso, se juntou ao governo de Michel Temer, aceitando ser seu ministro.

Isso, por si só, já deveria manchar sua imagem, mas ainda viria mais. O ex-ministro de Temer é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. Ele teria recebido propina no valor de R$ 600 mil entre os anos de 2010 e 2012 da Odebrecht. Ao proferir seu voto pelo impeachment, Bruno afirmou: “grito de esperança de milhões de brasileiros”.

Shéridan (PSDB-RR)

A deputada é outra tucana que teve suas complicações na Justiça em 2017. Segundo ela, seu voto a favor do impeachment era “pelo resgate da esperança que foi roubada do povo brasileiro”. Porém, a tucana responde ao inquérito de número 3975 no Supremo Tribunal Federal por supostos favorecimentos a eleitores de Roraima, como, por exemplo, o pagamento de multas de trânsito.

Carlos Gaguim (Podemos-TO)

O deputado foi outro que afirmou que seu voto era um fio de "esperança" ao povo. E também foi outro que está encrencado com a Justiça após isso. O parlamentar foi condenado à perda do mandato e cassação de seus direitos políticos acusado de usar a máquina pública a seu favor, durante seu governo no Tocantins, em 2010.