Antonio Palocci, fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), ex-prefeito de uma cidade no interior de São Paulo, ex-ministro da Fazendo do governo de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, foi condenado à prisão pela Operação Lava Jato, recebendo uma pena de doze anos, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Palocci foi condenado em primeira instância pelo juiz Sergio Moro. Envolvido ativamente nos governos petistas em nível federal, o fundador do PT tem muito a negociar em delações premiadas, tendo informações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que podem incriminar de vez o petista.

E é isso que ele está fazendo. Palocci, desde que foi condenado a sete meses atrás, tem feito depoimentos revelando detalhes de diversos crimes que participou, para conseguir então reduzir sua pena por colaboração com a Polícia Federal.

E sua última proposta de delação continha uma informação sobre um crime cometido por Lula, quando ainda não era presidente do Brasil, durante sua candidatura que lhe daria a vitória em 2002, dando início ao seu primeiro mandato. Na delação de Palocci falava que Lula recebeu 1 milhão de dólares do ditador da Líbia, Muamar Kadafi, para financiar sua campanha de candidatura nas eleições de 2002.

Tal acusação de Palocci é de impressionar, porém não é a primeira vez que ela surge no âmbito político. No ano de 2011, durante uma reunião na tribuna da Câmara dos deputados, o deputado federal Jair bolsonaro (Patriota-RJ) fez um discurso em que questionava a comissão da verdade formada por indicações da presidente que governava o país na época, Dilma Rousseff. O discurso foi direcionado ao Ministro Nelson Jobim o acusando de omissão. E durante tal discurso, o deputado mencionou a fala de Mario Marcos Terena: "E o Lula precisou fazer uma viagem para buscar dinheiro para o PT, lá na Líbia, e eu fui escalado para viajar com o Lula (...) Eu fui com o Lula falar com um homem chamado 'Coronel Muamar Kadafi'".

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Lava Jato Jair Bolsonaro

Quem foi o Coronel Muamar Kadafi?

O Coronel Muamar Kadafi permaneceu no poder como ditador da Líbia durante 42 anos, tendo assumido o governo quando tinha 27 anos, quando organizou um golpe de Estado em 1969 contra o rei Idris 1º e ele foi responsável pelo governo que durou mais tempo na África e também no mundo árabe. Porém em agosto de 2011, após sete meses de revolução e menos de um mês de foragido, o Conselho Nacional de Transição (CNT), organização política da revolta, assumiu o governo da Líbia e o coronel foi deposto, capturado e executado.

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