O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e responsável por um braço dos julgamentos da Operação Lava Jato [VIDEO] no estado do Rio de Janeiro, fez grandes revelações e mostrou insatisfação e preocupação durante entrevista concedida à Rede Globo de Televisão [VIDEO]. Vale ressaltar que o magistrado carioca se encontrou, nesta quarta-feira (27), com o Papa Francisco, durante visita ao Vaticano.

No encontro realizado com o Papa Francisco, chefe da Igreja Católica, o magistrado, que conduz os julgamentos no Rio da maior operação de combate à Corrupção na história contemporânea do Brasil, agradeceu, de modo enfático e contundente todo o apoio do Sumo Pontífice, com relação ao posicionamento da Igreja Católica, no combate à corrupção.

O juiz Marcelo Bretas acredita que a Operação Lava Jato sempre esteve e sempre estará sob a ameaça de autoridades políticas do país.

Bretas foi anda mais longe ao afirmar que não se pode acreditar que no meio de uma determinada investigação que venha a envolver algumas pessoas que possuem autoridade, alguns agentes da política, não possa haver algum tipo de resistência.

Juiz Marcelo Bretas faz desabafo à TV Globo

Durante a visita, Bretas afirmou incisivamente, ao ser abordado para a realização de uma entrevista à Rede Globo, de modo exclusivo, que os riscos inerentes a todo o seu trabalho desenvolvido no combate constante à corrupção no Brasil podem acarretar que o magistrado decida permanentemente deixar o Rio de Janeiro, para que possa estar em segurança, juntamente com seus familiares.

A Polícia Federal já iniciou um trabalho de investigação relacionado às supostas ameaças de morte recebidas pelo magistrado responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, conforme o próprio juiz federal revelou durante a entrevista concedida à maior emissora de televisão do país, pertencente à família do jornalista falecido Roberto Marinho.

O juiz Marcelo Bretas fez uma revelação surpreendente ao relatar que é algo triste, mas a liberdade de um juiz, de um agente público que se encontra nessa situação, é muito reduzida, para que não se diga que é até mesmo eliminada.

As afirmações fornecidas pelo juiz federal Marcelo Bretas acabam por denotar toda a preocupação do magistrado em se tratando de sua própria segurança pessoal e familiar, num momento em que autoridades públicas do cenário político nacional tornam-se alvos das investigações da força-tarefa da Lava Jato. A operação é julgada em primeira instância no Paraná pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, mas com braços das apurações espalhados por todo o país, como, por exemplo, no Rio de Janeiro, cujos trabalhos são conduzidos pelo juiz Marcelo Bretas.