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Ao que tudo indica, o clima entre o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o general Antonio Hamilton Mourão é de ''pé de guerra''. Recentemente, o general fez críticas declarações sobre o governo [VIDEO]de Michel Temer, enfatizando que o presidente da República está nos trancos e barrancos, vivendo péssimo momento em seu governo.

As acusações de Mourão foram intensa. Ele disse que Temer estaria fazendo um balcão de negócios para conseguir se manter no poder. Até mesmo o ex-senador José Sarney foi citado no discurso de Mourão. "Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa Sarneyzação'', afirmou Após comentários negativos ao governo, Mourão resolveu elogiar o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), futuro candidato à Presidência, que está ganhando grande notoriedade comprovada através de pesquisas de intenções de votos.

Ao elogiar Bolsonaro, Mourão explicou que o deputado já atua na política por cerca de 30 anos, que é um homem bem instruído e conhece a política brasileira. Mourão chegou até mesmo a dar dicas para Bolsonaro, dizendo que o deputado deve colocar ao seu lado uma equipe competente. O general frisou que as Forças Armadas estariam ao lado de Bolsonaro nesta futura jornada.

Intervenção militar volta a ser polêmica

Mourão foi questionado sobre a intervenção militar que gera grande polêmica no Brasil. [VIDEO] De forma um pouco mais amena, o general disse que o Exército Brasileiro terá um perfil moderador e pacificador, sempre agindo dentro da legalidade.

O general deixou claro que se a alta cúpula política do Brasil, juntamente com o Judiciário, não conseguir ter um ordenamento correto e as forças institucionais não se entenderem, a intervenção militar seria a saída para acabar com o caos.

Mourão disse que as Forças Armadas estão atentas para assumir os riscos e responder de forma positiva a população brasileira.

Ministro da Defesa se pronuncia sobre declarações de Mourão

Raul Jungmann, ministro da Defesa, neste sábado, 9 de dezembro, utilizou sua conta no Twitter para comentar as declarações feitas pelo General Mourão. Em uma publicação misteriosa, Jungmann afirmou que conversou ao telefone com o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, sobre quais posições deverão tomar sobre o General Mourão. Ao que tudo indica, uma punição poderá ser adotada.

O ministro não deu mais nenhum tipo de detalhes sobre o caso, mas mandou um recado certeiro e mostrou que está de olho na posição de Mourão a respeito da intervenção militar.